Formulário
Tudo o que é preciso calcular nas provas da ANACOM. Cada fórmula traz as variáveis, as unidades, as armadilhas e as perguntas do banco que a exigem — e a página imprime sem os filtros.
Bases eléctricas e lei de Ohm
210 entradas
Bases eléctricas e lei de Ohm13
A aritmética de circuitos que sustenta as três provas: lei de Ohm, associação de resistências, leis de Kirchhoff, potência e energia. Notação uniforme — para tensão, para corrente, para resistência — e vírgula decimal, como nos enunciados da ANACOM.
Lei de Ohm
321- tensão (diferença de potencial); os enunciados escrevem-na VV (volt)
- resistênciaΩ (ohm)
- intensidade de correnteA (ampere)
NÃO é lei de Ohm — o produto é a potência, e é essa a armadilha de cat3#180. Como e são proporcionais, a característica corrente/tensão de uma resistência é uma reta (cat2#418); em curto-circuito e, teoricamente, (cat2#18). Na cat1 entra como passo intermédio: em cat1#242 calcula-se antes de chegar à potência.
Resistência em série para baixar a tensão
2- resistência a colocar em série com a carga(Ω)
- tensão disponível da fonte(V)
- tensão pretendida na carga(V)
- corrente exigida pela carga(A)
Aplicar a lei de Ohm à queda que a resistência tem de absorver ( V), nunca à tensão da fonte nem à da carga. Com 0,8 A dá 300 Ω (cat2#2); com 0,2 A dá 1,2 kΩ (cat2#3). As duas perguntas partilham as mesmas quatro opções e só diferem na corrente — e em cat2#3 o distrator 300 Ω é exactamente , o resultado de dividir a tensão da carga em vez da queda.
Lei dos nós de Kirchhoff (1.ª lei, lei das correntes)
21- corrente que chega ao nó (corrente na fonte, num circuito paralelo)(A)
- correntes nos ramos que partem do nó(A)
Mnemónica: nó → correntes, e por isso a lei dos nós também se chama lei das correntes (cat1#295, cat1#3). A soma algébrica das correntes num nó é igual a zero — nem maior, nem menor (cat1#294). Num circuito em paralelo a corrente total é a SOMA das correntes dos ramos, nunca a média nem um valor que diminua ao acrescentar ramos (cat1#4, cat2#327).
Lei das malhas de Kirchhoff (2.ª lei, lei das tensões)
21- tensão aplicada ao conjunto em série(V)
- queda de tensão em cada elemento percorrido, com sinal(V)
- força electromotriz das fontes da malha(V)
- resistência de cada elemento da malha(Ω)
- corrente que percorre a malha(A)
Mnemónica: malha → tensões (cat1#2). As leis de Kirchhoff são DUAS, a dos nós e a das malhas — não três, e não existe «lei das redes» nem «lei das fontes» (cat1#1, cat1#293). Em série as quedas somam-se: V (cat2#4) e V (cat2#6).
Potência eléctrica (lei de Joule)
321- potência dissipada (em calor, numa resistência)W (watt)
- tensão aos terminais (valor eficaz, em corrente alternada)(V)
- corrente que a atravessa (valor eficaz, em corrente alternada)(A)
- resistência da carga(Ω)
A dependência é quadrática: se a corrente duplicar, a potência dissipada quadruplica (cat3#179). A potência exprime-se em watt, nunca em joule (cat3#182). Em AC usam-se sempre valores eficazes — 2 A eficazes em 10 Ω dão W e não W (cat2#86); a forma resolve a carga fictícia de 50 Ω a dissipar 1200 W, V (cat2#377).
Energia eléctrica (watt contra joule)
2- energia consumida (também escrita E nos enunciados)J (joule) ou W·h
- potência, ou seja o ritmo a que a energia é gastaW (watt)
- tempo (em segundos, para obter joules)(s)
É o PRODUTO da potência pelo tempo, nunca o quociente (cat2#272 e cat2#321 são a mesma pergunta, uma com o símbolo E e outra com o símbolo W). Para dar joules o tempo tem de estar em segundos: 1 W durante uma hora são J (cat2#15). O joule diz quanta energia, o watt diz a que ritmo.
Autonomia a partir da capacidade da bateria
2- tempo teórico de funcionamentoh (hora)
- capacidade da bateriaA·h (ampere-hora)
- corrente constante consumida(A)
A capacidade exprime-se em A·h (um produto), nunca em A/h — é o distrator clássico e está presente em cat2#7. 20 A·h a debitar 2 A dão horas (cat2#8); é uma previsão teórica, na prática a autonomia é menor.
Tensão aos terminais de um gerador real
2- tensão disponível aos bornes do gerador em carga(V)
- força electromotriz (f.e.m.) do gerador(V)
- resistência interna do gerador(Ω)
- corrente debitada(A)
A queda de tensão dá-se dentro do próprio gerador e SUBTRAI-SE à f.e.m.: V (cat2#16) e V (cat2#17). Uma fonte ideal tem ; numa fonte real a tensão baixa assim que se lhe pede corrente, e fontes em série somam as f.e.m. — em cat2#325 as três afirmações estão correctas.
Potência activa e fator de potência
2- potência activa, a que é realmente consumida(W)
- potência aparente, VA (volt-ampere)
- tensão eficaz(V)
- corrente eficaz(A)
- fator de potência, entre 0 e 1(adimensional)
MULTIPLICA-SE a potência aparente pelo fator de potência; dividir é precisamente o erro que os distratores exploram (cat2#383). Com 100 V, 4 A e fator 0,2: W. Os 400 VA são a potência aparente, e é esse o distrator de quem se esqueceu do fator (cat2#384).
Potência aparente, activa e reactiva
2- potência aparente(VA)
- potência activa (dissipada, útil)(W)
- potência reactiva, trocada com bobinas e condensadores(var)
- desfasamento entre a tensão e a corrente(° ou rad)
A energia «fora de fase e não produtiva» associada a bobinas e condensadores é a potência REACTIVA, em var (cat2#382) — não «efetiva» nem «de pico da envolvente». Só a resistência dissipa potência activa; e armazenam e devolvem a energia, daí o desfasamento. Não confundir com a potência aparente radiada (p.a.r.) das antenas: apesar do nome, nada tem que ver com este triângulo.
Unidades das grandezas eléctricas
32- O joule é o distrator permanente nas perguntas de unidades da cat3 (aparece como opção em cat3#182, cat3#183, cat3#184 e cat3#185). A impedância mede-se em ohm, tal como a resistência e a reactância (cat3#186). Entre farad, henry e hertz vale a pena fixar a ordem: capacidade / auto-indução / frequência (cat2#37, cat2#38).
Baterias: valores de referência
2- Bateria de automóvel: 12 V nominais; duas em série dão 24 V (cat2#9).
- Chumbo-ácido: 2 V por elemento (uma bateria de 12 V tem 6 elementos; ≈ 13,8 V em flutuação). Tensão mínima de descarga ≈ 10,5 V para maximizar a vida útil (cat2#13).
- Capacidade em A·h; autonomia teórica = capacidade ÷ corrente.
- Recarregáveis: chumbo-ácido, níquel-cádmio (NiCd), hidreto metálico de níquel (NiMH), lítio (cat2#14).
- Não recarregáveis (células primárias): carbono-zinco, óxido de prata, mercúrio — recarregar uma célula primária nunca é aceitável (cat2#328).
- A baixa resistência interna das NiCd é o que permite elevadas correntes de descarga (cat2#12).
- É ao carregar que uma bateria de chumbo-ácido liberta hidrogénio explosivo — não ao descarregar, nem armazenada. Carregar em local ventilado, sem faíscas.
Instalação eléctrica: cores, fusíveis e correntes perigosas
32- Fusível: interrompe a energia em caso de sobrecarga ou curto-circuito, protegendo o equipamento e a instalação (cat2#287) — o calibre sai de . Não protege pessoas contra choques: isso é função do condutor de terra e do interruptor diferencial (tipicamente 30 mA).
- Corrente pelo corpo humano (ordens de grandeza): ≈ 1 mA limiar de perceção; ≈ 10 mA contração muscular, deixando de se conseguir largar o condutor; algumas dezenas de mA já são perigosas — é aí que atua o diferencial de 30 mA — e valores acima disso podem provocar fibrilhação ventricular. É lei de Ohm aplicada ao corpo: mãos molhadas baixam , logo sobe e uma tensão inofensiva passa a perigosa (cat3#164). Condutores à vista acumulam os dois riscos, choque eléctrico e curto-circuito (cat3#110).
Associação de componentes, unidades e código de cores14
Como se combinam resistências, condensadores, bobinas e fontes ligadas em série ou em paralelo, e como se lê o valor de um componente — código de cores das resistências e conversão de prefixos SI. É o bloco de contas mais repetido das provas: quase todos os distratores nascem de trocar a regra da série com a do paralelo ou de errar um prefixo por mil.
Conversão de prefixos SI
21- valor numérico da grandeza(a mesma grandeza, prefixo diferente)
- expoente do prefixo (p = −12, n = −9, µ = −6, m = −3, k = +3, M = +6, G = +9)(adimensional)
Subir um degrau de mil (µ→m, m→unidade, k→M) desloca a vírgula três casas para a esquerda; descer, três para a direita. Antes de substituir em qualquer fórmula, passar tudo a unidades de base (H, F, Hz, Ω) — o erro de mil ou de um milhão é o distrator mais frequente do banco (3,33 mH vs. 3,33 H em cat1#71, 33,3 µF vs. 0,33 µF em cat1#73).
Valor de uma resistência pelo código de cores
3- algarismo da 1.ª risca(0 a 9)
- algarismo da 2.ª risca(0 a 9)
- expoente do multiplicador da 3.ª risca (número de zeros a acrescentar)(adimensional)
- valor da resistência(Ω)
A 4.ª risca (dourada ou prateada, mais afastada) é só a tolerância e nunca entra no valor. As opções distinguem-se quase sempre pelo número de zeros — 220 vs. 2200 (cat3#196), 2000 vs. 20000 (cat3#197) — por isso conte as riscas a partir da extremidade oposta à tolerância.
Resistências em série
2- resistência equivalente do conjunto(Ω)
- resistências associadas(Ω)
- número de resistências iguais(adimensional)
Em série a resistência aumenta sempre — é isso que cat2#395 pergunta: para aumentar a resistência acrescenta-se uma resistência em série, nunca em paralelo. Nas perguntas invertidas («que associação dá 200 Ω? e 1 kΩ?») teste cada opção com esta fórmula e com a do paralelo: 100 + 80 + 20 = 200 Ω (cat2#94); 5 × 200 Ω em série = 1 kΩ (cat2#96).
Resistências em paralelo
2- resistência equivalente do conjunto(Ω)
- resistências associadas(Ω)
- número de resistências iguais(adimensional)
Não esquecer de inverter no fim: em cat2#394 (10 ∥ 20 ∥ 50) a soma dos inversos dá 0,17 S (siemens, Ω⁻¹) e a resposta é 1/0,17 ≈ 5,9 Ω — a opção «0,17 ohms» está lá para apanhar quem pára a meio. O equivalente em paralelo é sempre menor do que a menor das resistências, o que elimina metade das opções à vista. Duas iguais dão sempre metade (cat2#99; 66 ∥ 66 = 33 Ω em cat2#307) e a metade seguinte aparece nas opções (16,5 Ω).
Fontes de tensão em série
2- força eletromotriz do conjunto(V)
- f.e.m. de cada fonte(V)
Em série somam-se as tensões e a capacidade em A·h mantém-se; em paralelo mantém-se a tensão e somam-se os A·h. Em cat2#10 nunca se diz «12 V» — é preciso saber que uma bateria de automóvel é de 12 V, logo duas em série dão 24 V. Em cat2#325 esta regra é uma das três afirmações verdadeiras.
Condensadores em paralelo
21- capacidade equivalente(F)
- capacidades associadas(F)
Os condensadores seguem a regra inversa das resistências: em paralelo somam-se. Verificação rápida — o resultado é sempre maior do que a maior das capacidades (5000 + 5000 + 750 = 10750 pF). Trocar esta regra com a da série é o erro clássico: em cat1#70 o distrator 576,9 pF é exatamente quem aplicou a fórmula da série.
Condensadores em série
1- capacidade equivalente(F)
- capacidades associadas(F)
- número de condensadores iguais(adimensional)
Em série o resultado é sempre menor do que a menor das capacidades: 20 µF com 50 µF dão 14,3 µF (cat1#72); três de 100 µF dão 33,3 µF (cat1#73). Atenção ao prefixo na resposta — 33,3 µF e não 0,33 µF, que é o distrator.
Bobinas em série
1- indutância equivalente(H)
- indutâncias associadas(H)
- número de bobinas iguais(adimensional)
As bobinas comportam-se como as resistências (somam-se em série): 20 + 50 = 70 mH (cat1#373) — repare que 14,3 mH, o resultado da regra do paralelo, está lá como distrator. Para aumentar a indutância de um circuito acrescenta-se uma bobina em série (cat1#74). Só é válido se não houver acoplamento mútuo entre as bobinas.
Bobinas em paralelo
1- indutância equivalente(H)
- indutâncias associadas(H)
- número de bobinas iguais(adimensional)
O resultado é sempre inferior à menor das indutâncias, logo uma bobina em paralelo diminui a indutância — é a opção errada de cat1#74. Três de 10 mH dão 3,33 mH (cat1#71) — repare no prefixo: 3,33 mH e não 3,33 H.
Divisor de tensão resistivo
21- tensão aplicada ao conjunto das duas resistências(V)
- tensão no ponto de junção (aos terminais de R2)(V)
- resistência superior (do lado da entrada)(Ω)
- resistência inferior (a que liga à massa)(Ω)
Só conta a razão entre as resistências, não o seu valor: no atenuador de duas resistências iguais com saída no ponto médio (cat2#385, duas de 100 Ω) a tensão fica a metade, e como é tensão usa-se 20·log(0,5) = −6 dB, ou seja 6 dB de atenuação — nunca 3 dB, que seria a resposta se se tratasse de potência. Duas resistências entre a alimentação e a massa com a base no ponto médio são «polarização fixa» (a tensão da base não depende do β) — não confundir com a polarização própria, que é a resistência de emissor, e que é o distrator de cat1#115.
Capacidade de um condensador plano
1- capacidade(F)
- permitividade do vazio (8,85 × 10⁻¹²)(F/m)
- constante dieléctrica do isolante(adimensional)
- área das armaduras (superfícies metálicas em frente uma da outra)(m²)
- afastamento entre as armaduras(m)
Nunca se pede o valor, pede-se o sentido de variação: a capacidade aumenta se A aumentar ou εr aumentar (numerador) e se d diminuir (denominador). Há quatro versões da mesma pergunta com distratores diferentes — «todas as respostas estão corretas» só é a resposta quando as três opções apontam no sentido certo (cat1#329); nas outras três há sempre pelo menos uma invertida.
Código de cores das resistências
3- O dourado e o prateado só valem como multiplicador na 3.ª risca (resistências abaixo de 10 Ω). Na 4.ª risca, mais afastada das outras, são tolerância: dourado = 5 %, prateado = 10 % — e a tolerância nunca entra no valor.
- Casos que caem na prova: vermelho-vermelho-castanho = 220 Ω (cat3#196); vermelho-preto-vermelho = 2 000 Ω = 2 kΩ (cat3#197); castanho-preto-amarelo = 100 000 Ω = 100 kΩ (cat3#195).
Prefixos SI e conversões exigidas nas provas
21- Conversões que aparecem literalmente no banco:
- 7,54 MHz = 7 540 kHz · 433,010 MHz = 433 010 000 Hz · 900 kHz = 900 000 Hz · 9 300 MHz = 9,3 GHz · 1 MHz = 1 000 kHz
- 0,01 µF = 10 000 pF · 470 pF = 0,000 47 µF
- 1 mH = 0,001 H · 1 µH = 0,000 001 H
- 1 ppm = = 1 Hz por MHz — em cat1#244, ±0,1 ppm a 146,52 MHz dá 146,52 × 0,1 = 14,652 Hz
- Regra de ouro: um degrau de mil (µ→m, m→unidade, k→M) desloca a vírgula três casas. Escrita pt-PT: vírgula decimal (0,707 e não 0.707).
Série ou paralelo: qual soma e qual divide
21- Para aumentar ou : acrescentar em série. Para diminuir: acrescentar em paralelo.
- Para aumentar : acrescentar em paralelo. Para diminuir: em série.
- Dois elementos iguais no lado «soma dos inversos» dão sempre metade do valor de cada um; iguais dão .
Corrente alternada, sinais e comprimento de onda13
Como se descreve um sinal alternado — período, frequência, valores de pico, pico a pico, eficaz e médio — e como se passa da frequência ao comprimento de onda. É a base de cálculo mais repetida nas três categorias, quase sempre com as mesmas quatro opções na prova.
Período e frequência
32- frequência (ciclos por segundo)(Hz)
- período (duração de um ciclo completo)(s)
- frequência angular (pulsação)(rad/s)
Cuidado com o zero a menos: 50 Hz dão s e não 0,2 s (cat2#50). Se a frequência duplica, o período passa a metade (cat2#46). O período exprime-se em segundos, a frequência em hertz — nunca ao contrário. A pulsação não é pedida em nenhuma pergunta desta secção: só é necessária nas fórmulas de reactância e de ressonância. Atalhos: 1 ms → 1 kHz, 1 µs → 1 MHz, 10 ns → 100 MHz.
Valor de pico e valor pico a pico
32- valor de pico ou amplitude (do zero ao máximo)(V)
- valor pico a pico (do mínimo ao máximo)(V)
- máximo positivo e máximo negativo da onda(V)
Com V o pico é 1 V e o pico a pico é 2 V (cat3#203, cat3#202). A armadilha é sempre a mesma: em cat2#47 pede-se o pico (48 V) e os 96 V pico a pico estão lá como distrator; em cat2#335 pede-se o pico a pico (184 V) e os 92 V são apenas o pico. Ler duas vezes se o enunciado diz «pico» ou «pico a pico».
Valor eficaz (RMS) de uma sinusoide
321- valor eficaz ou RMS (o que o voltímetro CA indica)(V)
- valor de pico (amplitude)(V)
- valor pico a pico (o que se lê no osciloscópio)(V)
O sentido da operação é a única dificuldade: do pico para o eficaz divide-se por , do eficaz para o pico multiplica-se. 1 V de pico → 0,707 V eficazes (cat3#204, cat2#45); 34 V eficazes → 48 V de pico (cat2#47); 65 V eficazes → 184 V pico a pico (cat2#335). Só vale para a sinusoide — numa onda quadrada simétrica . Definição física (cat2#338): é a tensão contínua que aquece a mesma resistência do mesmo modo; são os 230 V da tomada, cujo pico real é ≈ 325 V.
Valor médio de uma sinusoide
3- valor médio num ciclo completo(V)
As duas semi-ondas são iguais e de sinal contrário, por isso anulam-se: um voltímetro de corrente contínua ligado a uma sinusoide pura marca 0 V (cat3#206). É o distrator «0 Volt» que aparece em toda a família cat3#202–cat3#206 — não confundir com o valor eficaz, que é 0,707 × pico e nunca zero. O fator 0,637 que aparece nos manuais é a média ao longo de meia onda — o mesmo que a média de uma sinusoide retificada em onda completa. Uma retificação de meia onda dá 0,318 na média do ciclo completo. Nenhum dos dois é o que a prova pergunta.
Comprimento de onda
321- comprimento de onda(m)
- velocidade de propagação no vazio, m/s = 300 000 km/s(m/s)
- frequência (em MHz na forma prática)(Hz ou MHz)
A forma prática 300/f(MHz) resolve tudo de cabeça: 300/25 = 12 m (cat2#33), 300/14,117 ≈ 21,25 MHz (cat2#32), 300/10 = 30 MHz (cat2#34). Atenção às unidades: na forma prática a frequência entra em MHz e o resultado sai em metros; com c em m/s a frequência tem de entrar em Hz. O comprimento de onda exprime-se em metros, nunca em hertz nem em metros por segundo (cat3#187, cat2#420). Dentro de um cabo a onda é mais curta: multiplica-se pelo fator de velocidade (≈ 0,66 no coaxial comum).
Potência a partir dos valores de pico e pico a pico
21- potência média numa carga resistiva(W)
- tensão eficaz aos terminais da carga(V)
- tensão de pico e pico a pico observadas no osciloscópio(V)
- resistência da carga (carga fictícia)(Ω)
Nunca meter valores de pico na fórmula da potência sem os converter: 30 V de pico em 50 Ω dão 9 W e não 18 W (cat1#242) — 18 W é , o erro de esquecer o 2. Como o osciloscópio lê pico a pico, o atalho é : 200 V pico a pico em 50 Ω → 100 W (cat2#375); 500 V pico a pico em 50 Ω → 625 W (cat2#380). Estas duas pedem a PEP (potência de pico envolvente); a mesma conta serve porque se trata de uma portadora não modulada, em que a PEP iguala a potência média. Com voz em SSB deixaria de ser verdade.
Onda quadrada: valor eficaz e conteúdo harmónico
21- valor eficaz verdadeiro da onda quadrada simétrica(V)
- amplitude (metade do valor pico a pico)(V)
- pulsação da fundamental, (rad/s)
Uma onda quadrada é uma soma de sinusoides — fundamental mais harmónicas ímpares de frequência mais alta, com amplitude ; dizer que «só tem a fundamental» é a opção falsa de cat2#343 e cat2#344. Um sinal periódico qualquer decompõe-se assim (cat1#150). A fundamental sozinha vale do eficaz verdadeiro, logo um medidor de banda estreita erra ≈ 10 % — em cat1#246, para uma quadrada de 10 MHz escolhe-se o aparelho de 100 MHz, o único que apanha as harmónicas de 30, 50, 70 e 90 MHz. E o fator 0,707 não se aplica aqui: numa quadrada simétrica o eficaz iguala a amplitude.
Efeito pelicular: profundidade de penetração
1- profundidade de penetração (espessura útil de condução)(m)
- resistividade do condutor(Ω·m)
- frequência(Hz)
- permeabilidade magnética do material(H/m)
Em corrente contínua a corrente ocupa toda a secção; em RF concentra-se numa camada superficial de espessura , que diminui com a raiz da frequência — a secção útil encolhe e a resistência aumenta (cat1#279). Nada tem a ver com não linearidade dos condutores nem com o isolamento passar a conduzir, que são os distratores. É a razão prática do condutor tubular, prateado ou do fio de Litz.
A figura da sinusoide da ANACOM: o que é cada seta
3- Nas provas de categoria 3 a mesma figura repete-se com a numeração sempre igual:
- Há duas famílias de perguntas sobre esta figura: as que apontam uma seta e perguntam o que ela representa (cat3#198 a cat3#201 e cat3#205) e as que dão V e pedem o valor (cat3#202 a cat3#204 e cat3#206). A coluna da direita resolve as segundas.
- Regra de eliminação: se a seta está deitada sobre o eixo do tempo, a resposta é o período; se está de pé mas não chega ao máximo, é o valor eficaz.
- Aviso: em cat3#204 a figura é uma variante em que a amplitude está marcada A e não — é a mesma grandeza, o valor de pico.
Fatores de conversão de uma sinusoide
321- O voltímetro CA indica sempre o valor eficaz; o osciloscópio lê-se em pico a pico. Os números 0,707 / 0 / 1 / 2 aparecem como opções em quase todas estas perguntas, precisamente para apanhar quem escolhe o fator errado ou pára a meio do cálculo.
- Todos estes fatores valem só para a sinusoide. Numa onda quadrada simétrica o eficaz é igual ao pico.
Gamas do espectro e designação por comprimento de onda
321- Métricas = VHF (cat3#114), decimétricas = UHF (cat3#115), centimétricas = SHF (cat3#116). Cada gama vai de a , e o nome diz a unidade em que se mede o comprimento de onda.
- HF é refletida pela ionosfera → longa distância, DX (cat3#112); VHF/UHF/SHF atravessam-na → linha de vista e satélites (cat2#407); as parabólicas só são práticas em SHF (cat1#183). Truque de eliminação: qualquer frequência abaixo de 30 MHz (28,0–29,7 MHz, por exemplo) é HF e nunca pode figurar numa lista de sub-faixas de VHF.
Bandas de amador ↔ comprimento de onda ↔ dipolo
21- O nome da banda é o comprimento de onda, logo o dipolo de meia onda mede metade desse número: reconhecer que 3,55 MHz é a banda dos 80 m responde de imediato «40 m» (cat1#185); 14,2 MHz → 300/14,2 ≈ 21 m → 10,5 m (cat1#186).
- O comprimento físico real é ≈ 0,95 do valor teórico (efeito das extremidades e espessura do condutor), o que dá a forma prática em vez de . Nestas duas perguntas a diferença não chega para trocar a opção certa (143/14,2 ≈ 10,1 m continua a apontar para os 10,5 m), mas é a fórmula a usar quando se corta arame a sério.
Sinais de áudio e voz humana
2- A voz humana é um conjunto de ondas acústicas — nunca eletromagnéticas: é essa a afirmação incorreta de cat2#302 e cat2#341.
- A sua forma de onda é irregular, não sinusoidal, logarítmica nem trapezoidal (cat2#345).
- As frequências da voz raramente ultrapassam os 15 kHz (é uma das opções verdadeiras de cat2#302).
- Nas radiocomunicações limita-se o áudio a ≈ 300 – 3000 Hz, pelo que se usa kHz nos cálculos de largura de faixa.
- O microfone converte som em sinal elétrico (cat2#53); o auscultador faz o inverso.
Magnetismo e transformadores16
Campos elétrico e magnético, indutância de bobinas e núcleos, indução mútua e as relações do transformador (tensões, correntes, potência e impedâncias). Notação uniforme: para tensão, para corrente, para espiras, para comprimento, índices (primário) e (secundário). Atenção: está reservado para a intensidade do campo elétrico e para a força eletromotriz induzida — nenhum dos dois designa aqui uma tensão contínua .
Intensidade do campo elétrico
2- intensidade do campo elétrico(V/m)
- diferença de potencial(V)
- distância entre os pontos(m)
A unidade sai da própria fórmula: volt por metro (no SI vale o equivalente newton por coulomb). O campo elétrico é criado por cargas elétricas, mesmo paradas; o campo magnético exige cargas em movimento.
Lei do inverso do quadrado
2- intensidade do campo elétrico(V/m)
- densidade de potência (potência por unidade de área)(W/m²)
- potência radiada pela fonte(W)
- distância à fonte(m)
No exame a resposta é sempre «decresce com o QUADRADO da distância»: ao duplicar a distância, o valor cai para 1/4. Os distratores «cresce/decresce com a raiz quadrada» existem só para testar se se lê a palavra certa. Rigor a reter para não confundir grandezas: é exatamente para o campo de uma carga pontual (lei de Coulomb) e para a densidade de potência de uma onda radiada; a intensidade do campo elétrico de uma onda radiada, essa, decresce com — mas é a densidade de potência que o «quadrado» descreve.
Intensidade do campo magnético
2- intensidade do campo magnético(A/m)
- número de espiras (num condutor retilíneo, )(espiras)
- corrente no condutor(A)
- comprimento do percurso magnético fechado (numa bobina, o comprimento do enrolamento; à volta de um fio, a circunferência )(m)
- distância ao eixo do condutor(m)
A unidade — ampere por metro — já diz o essencial: o que determina a força do campo é a INTENSIDADE DA CORRENTE, não o diâmetro do condutor nem a sua resistência (distratores fixos: «resistência a dividir pela corrente», «razão entre corrente e resistência»). O produto é a força magnetomotriz. As duas formas são a mesma lei de Ampère: com e , dá exatamente .
Indutância de uma bobina cilíndrica (solenoide)
1- coeficiente de auto-indução(H)
- permeabilidade magnética do núcleo, (H/m)
- permeabilidade relativa do material do núcleo(adimensional)
- número de espiras(espiras)
- área da secção da bobina(m²)
- comprimento do enrolamento(m)
Dependência QUADRÁTICA em : duplicar as espiras quadruplica . O que o núcleo aporta é a PERMEABILIDADE MAGNÉTICA — não a «permeabilidade elétrica», não a constante dielétrica, não a resistência nem a capacidade (são todos distratores). A resistência do fio e a capacidade entre espiras são parasitas: afetam o Q e a auto-ressonância, não o valor de . As unidades fecham: .
Indutância de um toróide pelo fator $A_L$
1- indutância obtidanH (com em nH/espira²)
- fator de indutância do núcleo, publicado pelo fabricante (resume permeabilidade e geometria)(nH/espira²)
- número de espiras(espiras)
É a forma prática da fórmula do solenoide para toróides: absorve , a área da secção e o comprimento médio do percurso magnético, restando a dependência em . Como varia com a RAIZ de , um cem vezes maior (ferrite) pede dez vezes menos espiras para a mesma indutância. E se — logo — for estável com a temperatura, é estável: é a razão para usar ferro pulverizado em circuitos sintonizados. Confirmar sempre a unidade do catálogo: alguns fabricantes publicam em mH por 1000 espiras.
Indutância mútua e coeficiente de acoplamento
1- indutância mútua entre as duas bobinas(H)
- coeficiente de acoplamento (0 = sem acoplamento, 1 = acoplamento total)(adimensional)
- indutâncias próprias de cada bobina(H)
O fluxo captado varia com o cosseno do ângulo entre os eixos: eixos PERPENDICULARES entre si dão , ou seja indutância mútua MÍNIMA; eixos alinhados dão acoplamento máximo (é a geometria do transformador). Cuidado com o distrator «eixos em paralelo entre si» — dois eixos paralelos continuam alinhados na mesma direção, logo acoplam. Fechar as duas bobinas na MESMA blindagem também não separa nada, seja qual for a orientação. Minimiza-se para reduzir ou eliminar o acoplamento indesejado.
Lei da indução de Faraday-Lenz
21- força eletromotriz induzida(V)
- número de espiras(espiras)
- taxa de variação do fluxo magnéticoWb/s (= V)
- indutância mútua entre os enrolamentos(H)
- taxa de variação da corrente no primário(A/s)
O mecanismo que gera tensão no secundário chama-se INDUTÂNCIA MÚTUA — nunca «acoplamento capacitivo», «corrente dielétrica» ou «capacidade mútua». Consequência prática: com corrente contínua constante e não há tensão no secundário; o transformador exige tensão alternada. O sinal negativo é a lei de Lenz. As unidades fecham: 1 Wb/s = 1 V e 1 H·A/s = 1 V.
Transformador: relação de tensões
1- tensões no primário e no secundário(V)
- número de espiras do primário e do secundário(espiras)
As tensões são DIRETAMENTE proporcionais às espiras: V; V. Teste de coerência que elimina metade das opções: menos espiras no secundário obriga a tensão inferior à de entrada. Distratores clássicos: inverter a razão ( V) e aplicar o QUADRADO da razão (5,9 V — o quadrado é só para impedâncias).
Transformador: relação de correntes
1- correntes no primário e no secundário(A)
- número de espiras do primário e do secundário(espiras)
Aqui está a armadilha: as correntes são INVERSAMENTE proporcionais às espiras, ao contrário das tensões. Com 100 espiras a 10 A no primário e 1000 no secundário, A — aplicar a proporção direta daria 100 A, o distrator mais tentador. Regra a fixar: mais espiras significa mais tensão e MENOS corrente, nunca as duas a subir.
Transformador ideal: conservação da potência
1- potência no primário e no secundário(W)
- tensões no primário e no secundário(V)
- correntes no primário e no secundário(A)
É a raiz das duas relações anteriores: o transformador transforma tensões e correntes, nunca cria potência. Num transformador REAL há perdas no cobre (efeito de Joule) e no núcleo (histerese e correntes de Foucault), logo — mas a pergunta refere o caso IDEAL, e violaria sempre a conservação de energia.
Transformador: relação de impedâncias
1- impedâncias vistas do primário e do secundário(Ω)
- número de espiras do primário e do secundário(espiras)
A impedância transforma-se com o QUADRADO da relação de espiras — daí a raiz quadrada ao resolver em ordem às espiras. Um balun 4:1 em impedância é 2:1 em espiras (200 Ω → 50 Ω). Para adaptar 15 Ω a 50 Ω, : o SECUNDÁRIO leva mais espiras. Regra geral: o lado de impedância mais alta é sempre o de mais espiras.
Grandezas, unidades e permeabilidades
2- A unidade do coeficiente de auto-indução é o henry — não o farad (capacidade), não o hertz (frequência), não o volt.
- A unidade da intensidade do campo elétrico é o volt por metro e a do campo magnético o ampere por metro — trocá-las é o distrator mais frequente destas perguntas. O watt e o volt sozinhos nunca são resposta.
- , com , H/m H/m e adimensional.
- Valores típicos de : ar ; ferro pulverizado 2 a 90; ferrite de algumas dezenas a vários milhares.
Geometria e sentido das linhas de campo
2- Campo magnético
- As linhas de campo de um condutor percorrido por corrente formam círculos concêntricos em redor do condutor — não são perpendiculares a ele, nem omnidirecionais.
- Uma corrente num condutor cria sempre um campo magnético à sua volta, sem precisar de mais nada.
- O sentido dá-se pela regra da mão: mão esquerda quando se raciocina com o fluxo de eletrões, mão direita com o sentido convencional da corrente. Em qualquer das duas o polegar aponta o sentido do movimento das cargas considerado e os dedos fecham no sentido do campo.
- Uma bússola reage apenas a campos magnéticos (não a campos elétricos nem a tensões aplicadas).
- Campo elétrico
- Uma carga elétrica parada cria à sua volta um campo elétrico (não magnético, não uma corrente).
- As linhas de força nunca se intersectam, por cada ponto passa só uma linha, e o potencial decresce ao longo e no sentido das linhas — nestas perguntas as três afirmações são verdadeiras em simultâneo, logo a resposta é «todas as anteriores».
Transformador: o que muda e o que não muda
21- Só funciona em corrente alternada. Em contínua o enrolamento é apenas um fio: comporta-se como curto-circuito ou resistência, e não há tensão no secundário. Daí que a afirmação verdadeira seja sempre a que fala em transformar tensões e correntes alternadas; a variante com «contínuas» é falsa.
- Além de tensões e correntes, o transformador serve também para transformação de impedâncias.
- A fonte de energia liga-se ao primário; a carga ao secundário. Em vazio, o secundário apresenta tensão alternada (nunca contínua nem retificada).
- Um transformador não faz conversão de frequência. Para passar de 2610 kHz a 145 kHz é preciso um misturador com um oscilador de 2465 kHz, nunca uma relação de espiras.
- Os dois enrolamentos estão separados galvanicamente, acoplados só pelo fluxo magnético.
- Em vazio circula no primário uma pequena corrente de magnetização, que cria o fluxo no núcleo.
- Em carga, num transformador real, a tensão do secundário baixa ligeiramente e há aquecimento — quando o enunciado junta estas afirmações, a resposta costuma ser «todas estão corretas».
- A saturação do núcleo num transformador de adaptação de impedâncias produz harmónicos e distorção.
Núcleos: toróide, ferrite e ferro pulverizado
1- Porque se usa o toróide — o circuito magnético é fechado, sem extremidades nem entreferro, pelo que quase todo o fluxo circula dentro do núcleo. Daí decorrem, em simultâneo (é por isso que «todas as opções são válidas» costuma ser a resposta):
- contém a maior parte do campo no material do núcleo: quase não radia para os componentes vizinhos nem capta campos externos, dispensando muitas vezes blindagem;
- dá mais indutância por espira do que um núcleo solenoidal (barra reta), cujo circuito magnético se fecha pelo ar;
- a mistura («mix») pode ser escolhida para otimizar permeabilidade e perdas numa gama de frequências específica;
- tende a apresentar Q elevado. A histerese depende do MATERIAL, não da forma do núcleo — «maior histerese» e «menor Q» são distratores.
Polarização de uma onda eletromagnética
1- Numa onda plana o campo elétrico, o campo magnético e a direção de propagação são mutuamente perpendiculares, e a polarização é definida pela direção do campo ELÉTRICO — nunca pelo magnético.
- Armadilha: quando o enunciado dá o campo magnético, a resposta é a orientação oposta à que ele indica. As opções «circular» e «elíptica» resultam da composição de duas componentes desfasadas e não são resposta neste tipo de pergunta.
Reactâncias, impedância, ressonância e filtros17
Como o condensador e a bobina se opõem à corrente alternada, como essa oposição se combina com a resistência para dar a impedância e o que acontece à frequência em que as duas reactâncias se anulam. Daqui saem os cálculos de ressonância e de largura de banda da categoria 1 e quase todas as respostas sobre filtros, choques de RF e condensadores de desacoplamento.
Reactância capacitiva
21- reactância capacitiva (oposição do condensador à corrente alternada)(Ω)
- frequência(Hz)
- capacidade(F)
- frequência angular, (rad/s)
f e C estão no denominador: mais frequência ou mais capacidade, menos reactância; em contínua (f = 0) é infinita e o condensador é um circuito aberto. Não depende da amplitude do sinal — é o distrator repetido em cat1#33 e cat1#327.
Reactância indutiva
21- reactância indutiva (oposição da bobina à corrente alternada)(Ω)
- frequência(Hz)
- indutância (coeficiente de auto-indução)(H)
- frequência angular, (rad/s)
f e L estão no numerador, ao contrário do condensador: cresce com a frequência e em contínua (f = 0) a bobina ideal é um curto-circuito, ficando só a resistência do fio. Também aqui a amplitude não entra.
Relações tensão-corrente e desfasamento em R, L e C
21- tensão instantânea aos terminais(V)
- corrente instantânea(A)
- resistência(Ω)
- indutância(H)
- capacidade(F)
- desfasamento entre tensão e corrente(°)
Mnemónica CIVIL: no Condensador a corrente (I) vem antes da tensão (V), na bobina (L) é a tensão que vem primeiro. A resposta é sempre 90°, nunca 270°, e um elemento passivo ideal nunca dá 180°; só o circuito puramente resistivo está em fase.
Módulo da impedância e reactância total
1- módulo da impedância(Ω)
- resistência (parte que dissipa energia)(Ω)
- reactância total (indutiva menos capacitiva)(Ω)
A impedância e a reactância medem-se ambas em ohm, tal como a resistência (o farad é capacidade, o siemens condutância, o ampere corrente) — é o que cat1#336 e cat3#186 perguntam. Somam-se os quadrados, nunca os valores directos: 30 Ω com 40 Ω dá 50 Ω, não 70 Ω. Nenhuma pergunta do banco pede ainda um cálculo numérico de Z; o que sai é o caso , a ressonância.
Condição de ressonância
1- reactância indutiva(Ω)
- reactância capacitiva(Ω)
- frequência de ressonância(Hz)
É a definição de ressonância: as reactâncias cancelam-se, o circuito fica puramente resistivo e a tensão e a corrente ficam em fase. Resolver esta igualdade em é o que dá a fórmula de Thomson.
Frequência de ressonância (fórmula de Thomson)
1- frequência de ressonância(Hz)
- indutância do circuito(H)
- capacidade do circuito(F)
É a mesma fórmula em série e em paralelo, e R não entra: a resistência dada no enunciado (22 Ω, 56 Ω, 47 Ω, 33 Ω) está lá só para distrair. Esquecer o dá um valor 6,28 vezes maior, que costuma estar entre as opções (11,18 MHz em vez de 1,78 MHz na cat1#84).
Impedância na ressonância: série e paralelo
1- impedância vista aos terminais(Ω)
- admitância do circuito paralelo(S)
- resistência de perdas em SÉRIE no circuito série(Ω)
- resistência equivalente em PARALELO no circuito paralelo — não é a mesma resistência que (Ω)
Em série a impedância é mínima e igual a (corrente máxima); em paralelo somam-se as admitâncias, pelo que é máxima e igual a . Em ambos a fase é 0° — a diferença está em ser mínimo ou máximo. Cuidado: e NÃO são a mesma resistência. Num tanque real, feito de uma bobina com perdas em série, a impedância na ressonância é , muito maior do que — usar aí a resistência da bobina dá um valor completamente errado.
Fator de qualidade de uma bobina
1- fator de qualidade(adimensional)
- reactância indutiva(Ω)
- resistência de perdas em série(Ω)
R está no denominador: quanto menor a resistência parasita, maior o Q. Em RF essa resistência não é só a do fio em contínua — junta-se o efeito pelicular e as perdas no núcleo.
Fator de qualidade e largura de banda (seletividade)
1- fator de qualidade do circuito ressonante(adimensional)
- frequência de ressonância(Hz)
- largura de banda a −3 dB (pontos de meia potência)(Hz)
Divide-se sempre em hertz e converte-se no fim: 7,1 MHz com Q = 150 dá 47,33 kHz (cat1#81) e 3,7 MHz com Q = 118 dá 31,36 kHz (cat1#82) — multiplicar em vez de dividir é o distrator. Q alto e banda estreita são a mesma propriedade vista dos dois lados; um cristal de quartzo tem a contra de um LC, por isso o filtro a cristal é muito mais seletivo.
Impedância complexa e cancelamento da reactância
1- impedância complexa(Ω)
- componente resistiva(Ω)
- componente reactiva (positiva se indutiva, negativa se capacitiva)(Ω)
Torna-se resistiva anulando a parte reactiva: uma bobina cancela uma reactância capacitiva e um condensador cancela uma indutiva — é o que faz o condensador em série de uma adaptação em gama (cat1#92) e o acoplador de antena. A parte resistiva não muda assim; isso exige um transformador de impedâncias.
Auto-ressonância dos componentes reais
1- frequência de auto-ressonância(Hz)
- indutância própria do componente(H)
- capacidade parasita (entre espiras, entre terminais)(F)
As capacidades entre espiras formam um LC paralelo não intencional: a bobina adquire ressonância própria (cat1#77) e acima dela comporta-se como condensador. Os efeitos parasitas só se notam nas frequências mais altas, e valem nos dois sentidos — o condensador real modela-se por C, L e R (cat1#75) e uma resistência bobinada a fio traz indutância que dessintoniza um circuito ressonante.
Ondulação à saída de um filtro por condensador
21- ondulação pico-a-pico à saída do retificador(V)
- corrente na carga(A)
- frequência da ondulação(Hz)
- capacidade do condensador de filtragem(F)
f é a frequência da ondulação, não a da rede: 50 Hz em meia onda, 100 Hz em onda completa a partir dos 50 Hz. Alisar 1 A a 100 Hz com 1 V de ondulação exige F, ou seja 10 000 µF — só o condensador eletrolítico dá tanta capacidade, os cerâmicos e de mica ficam nos pF/nF.
Desfasamento tensão-corrente nos elementos ideais
21- Duas mnemónicas para o mesmo: CIVIL (em C o I vem antes do V; em L o V vem antes do I) e «ELI the ICE man».
- Regras de exclusão que aparecem sempre nas opções: 270° nunca é resposta (o desfasamento exprime-se pelo menor ângulo, logo 90°) e 180° não ocorre em nenhum elemento passivo ideal. É deste desfasamento que resulta a potência reactiva: a bobina e o condensador devolvem a energia à fonte em vez de a dissiparem.
O que fazem C e L em contínua e em RF
32- Daí a montagem certa de cada um:
- Condensador em paralelo / à massa (bypass, desacoplamento): escoa a RF e não perturba a DC nem o áudio.
- Bobina em série (choque de RF, ferrite no cabo): trava a RF e deixa passar a DC e os 50 Hz da rede.
- Um condensador em série com a alimentação corta a própria DC — é por isso que essas opções estão sempre erradas (cat3#56, cat3#59).
Filtros LC: topologia, resposta e onde aparecem
321- Regras associadas:
- As harmónicas estão sempre acima da fundamental, logo o filtro anti-harmónicas é passa-baixo e vai a seguir ao andar de saída do emissor.
- Espúrias acima e abaixo da frequência nominal pedem passa-banda, não passa-baixo.
- A impedância do filtro deve ser relativamente idêntica à da linha a que se liga — nem substancialmente mais alta, nem mais baixa, nem o dobro.
Ordens de grandeza de $X_C$ e $X_L$
21- Valores redondos para confirmar de cabeça se uma resposta é plausível:
- Ler as linhas ao contrário uma da outra é o essencial: um condensador de 10 nF ligado à massa apresenta 15,9 kΩ ao áudio de 1 kHz (que passa intacto) e 1,1 Ω a 14 MHz (RF, que é escoada); uma bobina faria exactamente o oposto.
Unidades e atalho para a frequência de ressonância
1- Na fórmula , L vem em henry e C em farad — converter antes de calcular:
- Exemplos: ; .
- Atalho de exame (evita todas as potências de dez):
- Com 50 µH e 40 pF: e MHz (cat1#83). Com µH e pF o resultado sai sempre em MHz, o que elimina de imediato as opções em kHz.
Semicondutores, amplificadores e alimentação13
Contas e regras dos dispositivos ativos: díodos e retificação, ganho de corrente do transístor bipolar, polarização, montagens e classes de amplificação, e os amplificadores operacionais. Os cálculos numéricos concentram-se em β (cat 2) e no ganho do AMPOP (cat 1); o resto sai como reconhecimento de circuito e de figura.
Queda de tensão direta de um díodo
21- queda de tensão em condução direta de cada díodo(V)
- número de díodos em série
- queda total do conjunto em condução(V)
Em série as tensões somam-se: dois díodos de silício dão ≈ 1,4 V, o DOBRO de cada um (cat1#78), nunca metade. Os valores fixos de 12,5 V ou 25 V das opções erradas evocam tensões de Zener, que é condução INVERSA. Si e Ge caem ambos entre 0 V e 1 V, que é a resposta pedida em cat2#127.
Tensão inversa máxima (PIV) num díodo retificador
2- tensão inversa de pico aplicada ao díodo bloqueado (PIV)(V)
- tensão eficaz do secundário ou da fonte AC(V)
- valor de pico da tensão alternada(V)
O díodo bloqueado fica sujeito ao valor de PICO, não ao eficaz: 100 V eficazes dão ≈ 141 V (cat2#124). O distrator 70 V é ter dividido por √2 em vez de multiplicar; 100 V é confundir eficaz com pico. Nota de rigor: isto vale para a ponte e para a meia onda sem filtragem — numa meia onda com condensador de filtragem o díodo chega a ver ≈ 2 × U_pico, mas o exame não pede esse caso.
Ganho de corrente do transístor bipolar (β)
21- ganho de corrente em emissor comum (h_FE em contínuo, h_fe em sinal; valores muito próximos)
- corrente de coletor (a que circula entre coletor e emissor)A (mA)
- corrente de base (a que circula entre base e emissor)A (mA ou µA)
- ganho de corrente em base comum, próximo de 1
- corrente de emissor(A)
Divisão simples, mas é obrigatório pôr as duas correntes na mesma escala: 45 mA / 1,5 mA = 30 (cat2#152); 8 mA = 8000 µA, /400 µA = 20 (cat2#155); 80 mA = 80 000 µA, /400 µA = 200 (cat2#156). No sentido inverso, 20 mA × 40 = 800 mA = 0,8 A (cat2#154) — a resposta vem em ampere e apanha quem procura «800 mA». β é ganho de CORRENTE: não confundir com a frequência em que o ganho cai para 1 (f_T) nem com a tensão de rutura da junção base-coletor, ambas distratores da cat1#58.
Polarização fixa da base por divisor de tensão
1- tensão da base em relação à massa(V)
- tensão de alimentação do andar(V)
- resistências do divisor (R1 da base para a alimentação, R2 da base para a massa)(Ω)
- queda base-emissor em condução(V)
- tensão do emissor em relação à massa(V)
- resistência de emissor (entre o emissor e a massa)(Ω)
Nas figuras, duas resistências entre a alimentação e a massa com a base ligada ao ponto médio são, na terminologia do exame, POLARIZAÇÃO FIXA — não resistências de carga, não realimentação, não filtragem (cat1#114), nem polarização própria (cat1#115). O divisor é dimensionado para que a sua corrente seja muito maior do que I_B, e é por isso que U_B fica praticamente independente do transístor.
Ganho de tensão do amplificador operacional
1- ganho de tensão em malha fechada
- resistência de realimentação (aparece como R_F em algumas figuras), entre a saída e a entrada inversora(Ω)
- resistência de entrada (inversor) ou entre a entrada «−» e a massa (não inversor)(Ω)
- tensões de entrada e de saída do andar(V)
Ler a figura primeiro: sinal a entrar por R1 na entrada «−», com a «+» à massa, é INVERSOR (usa-se R2/R1); sinal a entrar pela «+» é não inversor (1 + R2/R1). Contas do exame: cat1#364, 68000/1800 ≈ 38; cat1#365, 47000/3300 ≈ 14; cat1#67, 10000/1000 = 10, logo −10 × 0,23 = −2,3 V. Os distratores são sempre os mesmos três: o dobro da razão (76, 28), a razão invertida (0,03, 0,07) e o ganho unitário. Atenção à cat1#67: o enunciado pede a tensão à saída e a prova oferece 2,3 V e −2,3 V — o sinal conta, e a resposta certa é a negativa; cat1#364 e cat1#365, essas sim, pedem o ganho em valor absoluto. Como 1 + R2/R1 difere de R2/R1 apenas de uma unidade, nenhuma opção deste exame distingue as duas montagens pelo valor.
Massa virtual e corrente de realimentação no AMPOP
1- potenciais das entradas inversora e não inversora(V)
- corrente que atravessa R1 e, integralmente, R2(A)
- resistências de entrada e de realimentação(Ω)
É a dedução do ganho do inversor e explica os parâmetros do AMPOP: a impedância de ENTRADA é muito alta (cat1#69, cat1#367), pelo que nenhuma corrente entra pelos terminais e toda a corrente de R1 passa por R2; a impedância de SAÍDA é muito baixa (cat1#368). Não trocar as duas: as opções «100 ohm» e «1000 ohm» aparecem nas três perguntas e estão sempre erradas.
Ganho do AMPOP em função da frequência (GBW)
1- ganho de tensão em malha fechada
- largura de banda resultante(Hz)
- produto ganho × largura de banda do AMPOP real(Hz)
Armadilha do exame: no AMPOP IDEAL o ganho NÃO varia com a frequência (largura de banda infinita) — é essa a resposta de cat1#65 e cat1#363, e não «diminui linearmente» nem «diminui logaritmicamente». No AMPOP real o ganho em malha aberta cai a 20 dB/década a partir de alguns hertz, e é essa limitação de resposta em frequência que impede os osciladores RC ativos acima de ~1 MHz (cat1#131) — não as parasitas das resistências nem dos condensadores. Nenhuma pergunta do banco manda calcular o GBW: fica como justificação, não como conta.
Efeito de Miller (capacidade grelha-placa)
1- capacidade de entrada aparente vista pelo sinal(F)
- capacidade entre a grelha de comando e a placa (alguns pF num tríodo)(F)
- ganho de tensão do andar
Não é pedida nenhuma conta; serve para justificar a grelha de blindagem do tétrodo, cuja função principal é REDUZIR a capacidade grelha-placa (cat1#64), cortando o caminho de realimentação que, multiplicado pelo ganho, torna o andar instável em RF. «Melhor resposta em alta frequência» é a consequência, não a função — e é a opção errada.
Díodos: quedas, Zener e limites nominais
21- Ambos caem entre 0 V e 1 V, que é a resposta pedida em cat2#127. Em série somam-se: dois de silício ≈ 1,4 V (cat1#78).
- Tensão de Zener: valor de tensão inversa que provoca um aumento significativo da corrente inversa (cat2#120). Na zona de disrupção o Zener mantém a tensão constante apesar de a corrente variar (cat2#121) — daí servir de regulador. No símbolo, a barra do cátodo é dobrada nas pontas, em «Z» (cat2#125).
- Para bloquear a corrente, o positivo do circuito liga-se ao cátodo (cat2#301) — é polarização inversa.
- Limites nominais que nunca se excedem: tensão de pico inversa (PIV) e corrente direta (cat1#353 diz média*, cat1#357 diz *máxima — a mesma ideia com duas redações). Um limite para o semiciclo em que o díodo bloqueia, outro para o semiciclo em que conduz. Capacidade de junção, corrente inversa máxima e reactância capacitiva não são critérios de dimensionamento.
- O que impõe o limite de corrente é a dissipação na junção, — nenhuma pergunta do banco a manda calcular.
Retificação: número de díodos e cadeia da fonte linear
21- Ordem dos blocos numa fonte linear: transformador → retificação → condensador eletrolítico de filtragem → estabilizador. Uma fonte não comutada alimentada pela rede tem obrigatoriamente circuito de retificação, mas não obrigatoriamente uma ponte (cat2#283).
- O condensador de filtragem é eletrolítico, de elevada capacidade, e filtra o sinal que vem do retificador (cat2#299, cat1#105).
- A resistência de drenagem descarrega esse condensador depois de desligar — é um fator de segurança (cat2#151, cat1#104).
- A fonte comutada, por trabalhar a frequências elevadas, permite componentes mais pequenos (cat2#187, cat1#96); a sua principal desvantagem é gerar mais ruído eletromagnético (cat1#103).
As três montagens do transístor bipolar
21- O nome da montagem vem do terminal comum à entrada e à saída (em AC).
- Na cat1#62 a descrição certa do emissor comum é «emissor à massa (em AC), entrada entre base e emissor, saída entre coletor e emissor».
- Devidamente polarizado na zona ativa, o emissor comum inverte e amplifica o sinal (cat2#139); a figura da cat1#116 é um emissor comum.
- Na cat1#63 a resposta é «todas as anteriores», porque o seguidor de emissor reúne as três características ao mesmo tempo.
- Amplificadores sintonizados: carga em circuito ressonante LC, logo resposta passa-banda (cat1#117) e sinais de banda estreita (cat1#113); a largura vem de .
Bipolar contra FET (e CMOS contra TTL)
1- A diferença é estrutural e não depende do valor da tensão da fonte de alimentação (opção errada da cat1#60).
- No MOSFET a porta está separada do canal por uma camada fina isolante de óxido (cat1#55); por isso leva díodos Zener de proteção, para o isolamento não ser perfurado por descargas estáticas ou tensões excessivas (cat1#56).
- CMOS = Complementary Metal-Oxide Semiconductor (cat1#59). Vantagem sobre o TTL: baixo consumo (um dos transístores do par está sempre ao corte; só gasta a comutar) — cat1#61. Atenção: é mais vulnerável a descargas estáticas, não «imune», que é o distrator.
Válvulas: número de elementos
21- O prefixo grego dá diretamente o número (di-, tri-, tetra-, penta-). A segunda grelha do tétrodo é a grelha de blindagem, que reduz a capacidade grelha-placa (cat1#64, ver efeito de Miller). As válvulas perderam terreno para os semicondutores sobretudo pelo menor tamanho dos dispositivos de estado sólido (cat2#286) — e não por falta de linearidade em áudio nem por serem perigosas.
Decibel e níveis de sinal12
O decibel exprime razões entre duas grandezas numa escala logarítmica: factor 10 para potências, factor 20 para amplitudes (tensão, corrente, campo). Esta secção reúne as conversões, os níveis absolutos (dBm, dBW, unidades S) e as aplicações que o exame pede — cascatas, atenuações de linha, pontos de meia potência e efectividade de blindagem.
Decibel de uma razão de potências
21- nível, ganho ou atenuação (negativo se houver perda)(dB)
- potência de referência (entrada)(W)
- potência a comparar (saída)(W)
Potência usa 10, nunca 20. «20 dB» não são «20 vezes»: são 100 vezes (20 vezes ficam por ≈ 13 dB) — é o distractor sistemático. Sinal negativo = atenuação.
Decibel de uma razão de tensões (ou de amplitudes)
2- ganho ou atenuação(dB)
- tensão de entrada(V)
- tensão de saída(V)
- ganho de tensão em razão linear
Factor 20 porque a potência varia com o quadrado da amplitude. Aplica-se a tensão, corrente e intensidade de campo. Dobrar a tensão são 6 dB (não 3 dB); metade da tensão são −6 dB. Só é rigorosamente equivalente aos 10 log se a impedância for a mesma à entrada e à saída.
Ganhos e atenuações em cascata
2- ganho do conjunto(dB)
- ganho de cada andar(dB)
- atenuação de cada andar (atenuador, linha, filtro)(dB)
- ganho de cada andar em razão linear
Em dB somam-se, em razão linear multiplicam-se — a opção errada é sempre o produto. O resultado pode ser negativo: 20 dB de ganho seguidos de um atenuador de 30 dB dão −10 dB (atenuação líquida).
Percentagem de potência perdida a partir dos dB
2- atenuação (valor positivo)(dB)
- fracção de potência que sobrevive
Vale a pena decorar: 1 dB de perda ≈ 20,6 % da potência perdida (o exame arredonda a opção para 20,5 %); 3 dB ≈ 50 %; 0,5 dB ≈ 10,9 %. As opções do exame são todas percentagens vizinhas — 10,9 % é precisamente a perda de 0,5 dB — logo não há como adivinhar.
Níveis absolutos: dBW e dBm
2- potência absoluta(W ou mW)
- nível referido a 1 W(dBW)
- nível referido a 1 mW(dBm)
- ganho da antena face à isotrópica (entra na p.i.r.e.)(dBi)
- ganho da antena face ao dipolo de meia onda (entra na p.a.r.)(dBd)
dBW e dBm são níveis absolutos, não razões: 0 dBW = 1 W, 0 dBm = 1 mW, +30 dBm = 1 W. Num balanço só se somam dB com dB — 10 dBW numa antena de 20 dBi dão 30 dBW (e não 30 W nem 200 dBW): a resposta pedida em dBW nunca é o mesmo número em W. A p.i.r.e. usa o ganho em dBi e a p.a.r. usa o ganho em dBd; para passar de uma para a outra, .
Unidades S do medidor de sinal
21- variação de pontos S(unidades S)
- variação correspondente em decibel(dB)
- variação correspondente de potência
1 unidade S = 6 dB = 4 vezes em potência (não 2 nem 6 vezes) = 2 vezes em tensão. Acima de S9 a escala deixa de ter unidades S e está graduada em dB: S9+20 dB é 100 vezes mais forte que S9. O medidor S está no receptor e mede a intensidade do sinal recebido — não a potência do emissor, nem impedância, nem condutância.
Pontos de meia potência (−3 dB)
1- potência no máximo da resposta(W)
- tensão no máximo da resposta(V)
- frequências inferior e superior a −3 dB(Hz)
- largura de banda(Hz)
−3 dB é metade da potência, mas 0,707 da tensão. A largura de banda mede-se ENTRE os dois pontos, um de cada lado de — dar apenas a distância de a um deles (metade do valor) é o distractor sistemático. O mesmo vale para a largura de feixe de uma antena: é o ângulo total do lóbulo, não a meia-abertura.
Tabela dB ↔ razão (a saber de cor)
21- Valores negativos invertem: −3 dB = metade, −6 dB = um quarto, −10 dB = um décimo, −20 dB = um centésimo.
Sufixos: a que se refere cada dB
21- Regras: e . Num balanço somam-se dB com dB; o resultado em dBW não é o mesmo número em W.
Unidades S ↔ dB ↔ potência
21- 1 unidade S = 6 dB = 4× em potência (= 2× em tensão).
- Acima de S9 a escala está graduada directamente em dB.
- O medidor S vive no receptor e mede a intensidade do sinal recebido.
Atenuação ↔ percentagem de potência perdida
2- Um mero 1 dB de perda na linha já deita fora um quinto da potência — é por isso que as perguntas de cabo insistem neste valor. Cuidado com o distractor 10,9 %: é a perda de 0,5 dB, não a de 1 dB.
Regras de ouro e armadilhas do decibel
21- Os dB somam-se, as razões multiplicam-se. 13 dB = 10 dB + 3 dB = 10 × 2 = 20×; 9 dB = 3+3+3 = 8×.
- 10 para potência, 20 para amplitude (tensão, corrente, campo). Dobrar a tensão são 6 dB; dobrar a potência são 3 dB.
- «20 dB» não são «20 vezes» — são 100×. Uma razão de 20 corresponde a ≈ 13 dB.
- Negativo = atenuação. Um atenuador entra na soma com sinal menos.
- dB é razão; dBm/dBW/dBµV são níveis. Não se pode responder «30 W» a uma pergunta cuja conta deu 30 dBW.
- −3 dB = metade da potência = 0,707 da tensão: define larguras de banda e larguras de feixe.
- Ganho de parabólica ∝ : duplicar a frequência dá dB (não 3 dB).
- Desalinhamento de polarização de 45° custa ≈ 3 dB; polarizações cruzadas (90°) custam 20 dB ou mais — na prática a ligação fica pelo menos cem vezes mais fraca.
Emissores, modulação e osciladores21
Como se calcula o espetro e a largura de faixa de uma emissão (AM, SSB, FM), a potência à saída de um emissor (PEP, rendimento, potência dissipada) e a frequência dos osciladores e sintetizadores que a geram. Símbolo para tensões, para frequências e para potências.
Harmónicas e multiplicação de frequência
321- frequência fundamental (portadora à entrada do multiplicador)(Hz)
- frequência da harmónica de ordem n(Hz)
- ordem da harmónica ou factor de multiplicação (2, 3, 4, …)
- desvio de frequência antes da multiplicação(Hz)
- desvio de frequência depois da multiplicação(Hz)
Um multiplicador de frequência multiplica pelo mesmo factor a portadora e o desvio de FM: ±5 kHz na fundamental dão ±10 kHz na 2.ª harmónica. A frequência modulante NÃO é multiplicada, pelo que o índice também fica multiplicado por . As harmónicas estão sempre ACIMA da fundamental — por isso o filtro que as corta é passa-baixo, nunca passa-alto.
Frequências das bandas laterais em AM
21- frequência da portadora(Hz)
- frequência do sinal modulante (áudio)(Hz)
- frequência de cada banda lateral(Hz)
Uma emissão em AM transmite portadora e DUAS bandas laterais — são duas, não três nem quatro. Modular é transladar o sinal da banda base para junto da portadora; em SSB transmite-se apenas uma das laterais, com portadora completa, reduzida ou suprimida.
Largura de faixa em AM e em SSB
2- largura de faixa necessária em AM de dupla faixa lateral(Hz)
- largura de faixa necessária em banda lateral única(Hz)
- frequência máxima do sinal modulante(Hz)
Áudio até 3 kHz dá 6 kHz em AM de dupla faixa lateral e cerca de 3 kHz (2,4 a 3 kHz na prática) em SSB — daí a SSB ser, entre as emissões de fonia, a de menor largura de banda. Sobremodular não aumenta o alcance: distorce e ALARGA a faixa ocupada, interferindo nos canais adjacentes.
Índice (percentagem) de modulação em AM
21- índice de modulação em amplitude
- percentagem de modulação(%)
- amplitude máxima da envolvente(V)
- amplitude mínima da envolvente(V)
- amplitude da portadora não modulada(V)
- amplitude do sinal modulante(V)
Deve usar-se a maior percentagem possível SEM exceder 100 % (): acima disso há sobremodulação — distorção e maior largura de faixa, logo interferência nos canais adjacentes. O índice é adimensional; só a percentagem leva o símbolo %.
Repartição da potência num sinal AM
2- potência total emitida(W)
- potência da portadora(W)
- índice de modulação
Mesmo com m = 1 (100 %) fica : a portadora leva 2/3 da potência total e cada banda lateral apenas 1/6 (as duas juntas, 1/3). É por isso que em AM a maior parte da potência vai na portadora, e que suprimi-la (SSB) permite pôr toda a potência na banda lateral útil.
Índice de modulação em FM (razão de desvio)
21- índice de modulação (razão de desvio, quando se usam os valores máximos)
- desvio máximo de frequência da portadora(Hz)
- frequência máxima do sinal modulante(Hz)
«Razão de desvio» é o mesmo que índice de modulação, calculado com os valores máximos. É ADIMENSIONAL — nunca se exprime em hertz. 5 kHz / 3 kHz = 1,67; 6 / 2 = 3; 7,5 / 3,5 = 2,14. Os distratores habituais são o produto (15) e o quociente invertido (0,6). Pôr as duas frequências no mesmo prefixo antes de dividir.
Percentagem de modulação em FM
2- percentagem de modulação(%)
- desvio de frequência num dado instante(Hz)
- desvio máximo definido para o sistema(Hz)
Não confundir com o índice de modulação: aqui divide-se o desvio instantâneo pelo desvio máximo permitido (3 kHz em 15 kHz = 0,2, ou seja 20 % — atenção, a prova dá a resposta na forma decimal 0,2). Depende da AMPLITUDE da tensão modulante, não da sua frequência.
Largura de faixa em FM (regra de Carson)
21- largura de faixa total ocupada(Hz)
- desvio máximo de frequência(Hz)
- frequência máxima do sinal modulante(Hz)
- índice de modulação
Duplica-se a SOMA: 25 + 3 → 56 kHz; 3 + 2,5 → 11 kHz. Distratores clássicos no caso 3 + 2,5: somar sem duplicar (5,5 kHz) ou duplicar apenas a frequência modulante, (8 kHz). Com Δf = 5 kHz e f_m = 3 kHz saem os 16 kHz que cabem num canal de 25 kHz — e é esta largura que impede a FM de fonia abaixo dos 29,5 MHz.
Modulação angular: frequência instantânea (FM e PM)
21- frequência instantânea da portadora modulada(Hz)
- frequência da portadora não modulada(Hz)
- desvio de fase imposto pelo sinal modulante(rad)
FM e PM são ambas modulação ANGULAR e só diferem no que varia linearmente com o modulante: a frequência (FM) ou o ângulo/fase (PM). Em FM o desvio é proporcional à amplitude instantânea do modulante; o índice de uma emissão em PM não depende da frequência da portadora. Desvio de frequência é o afastamento máximo devido à modulação, não a tolerância regulamentar.
Potência de pico da envolvente (PEP) medida no osciloscópio
2- potência de pico da envolvente(W)
- tensão de pico sobre a carga(V)
- tensão pico a pico lida no osciloscópio(V)
- tensão eficaz no pico da envolvente(V)
- resistência da carga (carga fictícia)(Ω)
O osciloscópio lê PICO A PICO: 200 V_pp em 50 Ω dão U_p = 100 V e PEP = 100²/(2×50) = 100 W; 500 V_pp dão 625 W. A PEP é uma potência eficaz calculada no pico da envolvente — daí o 2 no denominador. Esquecer de dividir por dois antes de elevar ao quadrado quadruplica o resultado (400 W em vez de 100 W) — é o erro que os distratores esperam.
Relação entre PEP e potência média
21- potência de pico da envolvente(W)
- potência média indicada por um wattímetro comum(W)
Numa portadora não modulada PEP e potência média coincidem: 1060 W médios são 1060 W PEP (distratores: 530 W e 2120 W). Em fonia SSB a razão típica é de 2,5 para 1. Os limites do QNAF são sempre em PEP — 1500 W na categoria 1, 200 W na categoria 2 — pelo que a monitorização exige wattímetro de leitura de pico.
Rendimento e potência dissipada num amplificador
21- rendimento do andar amplificador (razão, não percentagem)
- potência de RF à saída(W)
- potência fornecida pela alimentação (corrente contínua)(W)
- potência de RF de excitação à entrada(W)
- potência convertida em calor no andar(W)
Tudo o que entra (alimentação + excitação) e não sai em RF é DISSIPADO EM CALOR — não é radiado pela antena nem perdido na linha. Na prática a excitação é muito menor do que a alimentação e costuma desprezar-se, ficando . Linearidade e rendimento são grandezas opostas: a classe A tem baixa distorção e mau rendimento, a classe C o inverso.
Condição de oscilação (critério de Barkhausen)
1- ganho do amplificador
- fracção do sinal devolvida pela rede de realimentação
- desfasagem total ao longo da malha(°)
É a forma quantitativa de «amplificador + realimentação POSITIVA»: um oscilador gera um sinal periódico sem qualquer sinal externo aplicado, porque devolve à entrada, em fase, ganho de malha suficiente. Com realimentação negativa nunca oscila. O filtro colocado na malha (LC, cristal ou rede RC) é o que escolhe a frequência.
Sintetizador com malha de captura de fase (PLL)
21- frequência do VCO (saída do sintetizador)(Hz)
- frequência do oscilador de referência (a cristal)(Hz)
- razão do divisor programável na malha de realimentação
A frequência de referência define também o passo de sintonia: com 12,5 kHz de referência e N = 11 600 saem 145 MHz. A estabilidade e o ruído de fase da saída são os do cristal de referência — daí exigir-se uma referência estável. Ver a tabela dos blocos da PLL.
Constante de tempo de pré-ênfase e de-ênfase (FM)
1- constante de tempo da rede RC(s)
- resistência da rede(Ω)
- capacidade do condensador(F)
- frequência de corte da rede(Hz)
τ = 50 µs na Europa (75 µs nos EUA), o que dá kHz. A pré-ênfase realça os agudos no emissor; a de-ênfase, um passa-baixo RC com a MESMA constante, atenua-os no recetor. A palavra «restabelecer» numa pergunta aponta sempre para a de-ênfase.
Classes de amplificação: ângulo de condução, linearidade e rendimento
1- Linearidade e rendimento são opostos. A vantagem da classe A é a baixa distorção harmónica e a desvantagem o baixo rendimento; na classe C é exactamente ao contrário. A classe C só serve para modulações de envolvente constante (FM, CW) — nunca para SSB — e obriga a filtro ou circuito sintonizado à saída para eliminar as harmónicas.
- Uma montagem em contrafase (*push-pull*) cancela as harmónicas PARES. Estrutura simplificada de um andar final: malha de adaptação de entrada → transístores de amplificação → malha de adaptação de saída (o VCO e a PLL pertencem ao sintetizador, não ao amplificador).
Tipos de oscilador: realimentação e o que fixa a frequência
21- Decorar o par: Hartley = indutivo, Colpitts = capacitivo. VCO é «oscilador controlado por tensão» (não por frequência, nem por luz) e VFO é «oscilador de frequência variável». A vantagem de um emissor controlado a cristal é a estabilidade da frequência de saída; a do VFO é a facilidade de mudar de frequência.
Blocos de uma malha de captura de fase (PLL)
21- A cadeia é sempre esta, e por esta ordem:
- comparador (detetor) de fase → filtro passa-baixo → VCO → divisor programável por → volta ao comparador
- o comparador mede a diferença de fase entre a referência e o sinal realimentado e gera uma tensão de erro;
- o filtro passa-baixo suaviza essa tensão;
- o VCO corrige a frequência até anular o erro, ficando .
- Não faz parte de uma PLL: o detetor de envolvente. Uma PLL com VCO onde entra o sinal modulante é um modulador de frequência.
- Gama de captura: gama de FREQUÊNCIAS de entrada em que uma malha desbloqueada consegue engatar (fechar o circuito); é limitada pelo filtro e é sempre igual ou mais estreita do que a gama de manutenção. Não se define em tensão, nem em impedância, nem em tempo.
- DDS é outra coisa: referência + NCO + conversor digital-analógico + filtro passa-baixo — sem comparador de fase e sem VCO.
FM: valores normalizados a decorar
21- Banda estreita (NBFM): bem abaixo de 1, um só par de bandas laterais significativas, (como em AM). Banda larga (WBFM): , muitos pares de laterais — em rigor, por cada frequência modulante uma emissão em FM radia um número infinito de frequências laterais.
- O índice de um sinal de FM de banda estreita é menor do que o de um de banda larga, e é adimensional — não se exprime em hertz. O valor «0,99» como fronteira é distrator.
- Pré-ênfase (emissor) e de-ênfase (recetor) usam a mesma constante de tempo e funções opostas: realçar os agudos antes e atenuá-los depois devolve resposta plana e melhora a relação sinal-ruído.
Que detetor serve para quê
21- Em FM a informação está na frequência, com amplitude constante: aplicar um detetor de envolvente a FM dá uma tensão contínua sem informação. O discriminador tem curva em «S» que passa por zero na frequência central, trabalha à frequência intermédia e é precedido de um limitador, que fixa o sinal a uma amplitude constante. Um detetor de díodo funciona por rectificação e filtragem do sinal de RF.
Designações de emissão e convenção de banda lateral
32- A primeira letra é o tipo de modulação da portadora (A = amplitude, J = banda lateral única com portadora suprimida, F = frequência), o algarismo do meio é a natureza do sinal e a última letra o tipo de informação (A = telegrafia para receção auditiva, E = telefonia).
- Convenção de banda lateral — é a prática estabelecida entre radioamadores, não uma vantagem técnica (as duas laterais são equivalentes) nem a única lateral legalmente autorizada:
- LSB (banda lateral inferior): 160 m, 80/75 m e 40 m — abaixo de ≈ 10 MHz;
- USB (banda lateral superior): 20, 17, 15, 12 e 10 m e todo o VHF e UHF.
- Se emissor e recetor não usarem a mesma banda lateral, a voz sai incompreensível. A banda lateral vestigial pertence à televisão analógica e a dupla ocupa o dobro do espetro sem vantagem — ambas são distratores nestas perguntas.
Recetores: frequência imagem, ruído e sensibilidade14
O que o super-heteródino faz com as frequências — mistura, frequência intermédia, imagem e produtos de intermodulação — e o que limita a receção de sinais fracos: ruído térmico, fator de ruído e sensibilidade. As contas de exame são quase todas somas e diferenças de frequências, com a armadilha do prefixo a decidir a resposta.
Produtos de mistura (heterodinagem)
21- frequência do sinal aplicado ao misturador(Hz)
- frequência do oscilador local (ou do segundo sinal)(Hz)
- produtos de batimento à saída: a soma e a diferença(Hz)
Um misturador dá sempre soma E diferença ao mesmo tempo; é o filtro seguinte que escolhe uma delas. Para converter 2610 kHz em 145 kHz o oscilador é 2610 − 145 = 2465 kHz — e um transformador nunca altera a frequência. Sinal a mais à entrada tira o misturador da sua gama dinâmica e acrescenta produtos espúrios aos dois previstos.
Frequência intermédia do super-heteródino
2- frequência do sinal recebido (sintonizado)(Hz)
- frequência do oscilador local(Hz)
- frequência intermédia(Hz)
Armadilha do prefixo: 14,250 MHz − 13,795 MHz = 0,455 MHz, que é 455 kHz (×1000). O oscilador local tanto pode estar acima como abaixo do sinal — a FI é o módulo da diferença.
Frequência imagem
21- frequência indesejada que se converte para a mesma FI(Hz)
- frequência sintonizada(Hz)
- frequência do oscilador local(Hz)
- frequência intermédia(Hz)
O sinal do sinal é o do oscilador: com o OL acima do sinal (f_OL = f_RF + f_FI) a imagem fica em f_RF + 2 f_FI; com o OL abaixo fica em f_RF − 2 f_FI. Fica sempre a 2×FI do sinal útil, nunca a 1×FI: com FI de 455 kHz e OL abaixo, a imagem de 14,250 MHz é 13,340 MHz. Quanto mais alta a FI, mais afastada a imagem e mais fácil de rejeitar pelo filtro de RF de entrada; a imagem rejeita-se, nunca se amplifica. O exame não pede a conta — pede que se reconheça a rejeição de imagem como figura de mérito e que não se confunda a imagem com a intermédia.
Batimento áudio do BFO (CW e SSB)
2- frequência intermédia do sinal recebido(Hz)
- frequência do oscilador de batimento (BFO)(Hz)
- tom audível resultante (tipicamente 600 a 800 Hz)(Hz)
Sem BFO um sinal CW — que é só a portadora ligada e desligada — não daria som nenhum. BFO não é o VFO nem o oscilador local, apesar de a explicação corrente os trocar. No recetor de conversão direta é o próprio oscilador local que faz esse papel: o exame descreve-o como o recetor de CW e SSB que dispensa andar de mistura de FI e amplificador de FI.
Produtos de intermodulação e respetiva ordem
1- frequências dos sinais aplicados ao dispositivo não linear(Hz)
- coeficientes inteiros(adimensional)
- frequência do produto de intermodulação gerado(Hz)
Precisa das duas condições em simultâneo: pelo menos DUAS frequências diferentes E um dispositivo não linear (final saturado, díodo, misturador, junção corroída). A ordem é a soma dos coeficientes, não o número de frequências envolvidas — um produto de 3.ª ordem envolve pelo menos duas frequências, não obrigatoriamente três. É distorção não linear; num circuito linear não nascem frequências novas.
Produtos de intermodulação de 3.ª ordem
1- frequências dos dois tons de ensaio ou dos dois emissores(Hz)
- frequências dos produtos de terceira ordem(Hz)
São os mais incómodos por caírem mesmo ao lado dos sinais originais, dentro da banda de passagem, onde nenhum filtro os remove: 14,100 e 14,102 MHz dão 14,098 e 14,104 MHz. Observam-se no ensaio de dois tons com analisador de espetro; a linearidade quantifica-se pelo ponto de interceção de 3.ª ordem (IP3), tanto maior quanto melhor.
Potência de ruído térmico
1- potência de ruído disponível(W)
- constante de Boltzmann, 1,38 × 10⁻²³(J/K)
- temperatura de ruído efetiva do sistema (absoluta)(K)
- largura de banda efetiva do sistema(Hz)
N é DIRETAMENTE proporcional a T e DIRETAMENTE proporcional a B (os distratores trocam uma das duas por «inversamente»), e não contém frequência nenhuma — o ruído térmico é aleatório e de espetro plano. Baixa-se o ruído estreitando B (filtro à medida do modo: metade de B são −3 dB, um décimo são −10 dB) ou baixando T; k é a constante de Boltzmann, não «de Kelvin», «de Dirac» nem «de Lissajous».
Tensão eficaz de ruído térmico (Johnson-Nyquist)
1- tensão eficaz de ruído aos terminais (também escrita )(V)
- constante de Boltzmann(J/K)
- temperatura absoluta(K)
- largura de banda(Hz)
- parte resistiva (real) da impedância(Ω)
O R aqui é a componente REAL da impedância: só o que dissipa energia gera ruído térmico. Uma reactância ideal (bobina ou condensador) armazena e devolve energia, logo não gera ruído — o de uma bobina real vem da resistência do fio. Repare que N = kTB não depende de R, mas a tensão depende.
Fator de ruído e figura de ruído
1- fator de ruído (razão linear, adimensional)
- figura de ruído — o fator de ruído expresso em dB(dB)
- potência do sinal útil(W)
- potência de ruído(W)
- temperatura de referência à entrada (290 K por convenção)(K)
Figura de ruído = fator de ruído em dB (não em Hz, nem multiplicado pela S/N). É sempre F ≥ 1 (NF ≥ 0 dB), porque qualquer andar real acrescenta ruído próprio; aumentar F degrada por definição a relação sinal-ruído. F é normalizado e não depende de B — B entra no cálculo de N, não no de F, e amplificar mais não melhora a S/N. Como o ruído acrescentado pelos andares seguintes chega já dividido pelo ganho do primeiro, é o andar de entrada que domina o ruído de toda a cadeia: daí o pré-amplificador de baixo ruído junto à antena e o «equipamento de baixo ruído» exigido em EME.
Ruído de fase (densidade em dBc/Hz)
1- densidade espetral de ruído de fase a um afastamento Δf da portadora(dBc/Hz)
- afastamento em relação à portadora (p. ex. 1 kHz, 10 kHz)(Hz)
- potência de ruído medida em 1 Hz de largura de banda a esse afastamento(W)
- potência da portadora(W)
- fator de divisão da malha do sintetizador PLL(adimensional)
dBc = dB relativos à portadora; «/Hz» = normalizado a 1 Hz de banda — exprime-se em dBc/Hz, não em dBc/V nem dBc/W. No analisador de espetro vê-se como uma «saia» de ruído concentrada dos dois lados da risca da portadora (riscas em múltiplos exatos seriam harmónicas). Numa PLL o ruído da referência sai agravado de 20·log N, e é ruído de fase — não distorção — que as variações de amplitude da referência produzem.
Atraso de grupo e linearidade de fase
1- atraso de grupo introduzido pelo filtro(s)
- fase introduzida pelo filtro(rad)
- frequência angular, ω = 2πf(rad/s)
Fase linear = todas as componentes atrasadas o mesmo tempo = forma de onda intacta. Com fase não linear o atraso varia com a frequência, os símbolos espalham-se e sobrepõem-se: os modos DIGITAIS são os mais afetados, enquanto o ouvido é praticamente insensível à fase em SSB.
Figuras de mérito de um recetor (e a que não é)
1- Quanto maior, melhor:
- Quanto maior, NÃO melhor: o ganho global indiscriminado (amplificar por igual sinais úteis e interferentes) — não melhora a relação sinal-ruído nem a relação sinal-interferência, e ganho a mais à entrada satura os andares seguintes e gera intermodulação. Daí o controlo automático de ganho (CAG) e a filtragem antes da amplificação principal.
- Não confundir sensibilidade (detetar o fraco) com seletividade (rejeitar o vizinho). A dessensibilização (ou bloqueio) é a perda de sensibilidade provocada por um sinal forte em frequência próxima, e reduz-se estreitando a largura de banda de RF — nunca aumentando o ganho de entrada.
- Valores de referência: logo dB; piso de ruído térmico a 290 K = dBm/Hz; sensibilidade típica de um recetor de comunicações: 0,2 µV para 12 dB de SINAD.
Andares do recetor super-heteródino
2- Antena → amplificador/filtro de RF → misturador (+ oscilador local) → filtro e amplificador de FI → detetor (+ BFO, em CW/SSB) → amplificador de áudio.
- Combinação mínima de um super-heteródino: oscilador de HF + misturador + detetor. O recetor de conversão direta recebe CW e SSB sem andar de mistura de FI nem amplificador de FI — o oscilador local trabalha à frequência do sinal e faz também o papel do BFO.
Frequências intermédias e larguras de banda por modo
21- Filtro demasiado largo: captam-se sinais indesejados e entra ruído a mais (). Filtro demasiado estreito: corta-se o sinal útil e aparece o som de timbre (*ringing*). O filtro de FI por processamento digital de sinal (DSP) permite uma vasta gama de larguras e de formatos com o mesmo circuito.
Sinais digitais e conversão A/D12
Conversão analógica/digital (amostragem, quantificação e codificação) e as grandezas das comunicações digitais: débito binário, velocidade de modulação, largura de faixa e relação sinal/ruído de quantificação. Toda a matéria desta secção é exclusiva da categoria 1 — não há uma única pergunta de cat2 ou cat3 sobre estes temas.
Níveis de quantificação e combinações de um código de n bits
1- número de níveis discretos, ou de caracteres/símbolos distintos representáveis
- número de bits por amostra (resolução) ou por carácter(bit)
Baudot (RTTY) tem 5 bits → combinações, insuficientes para letras e algarismos ao mesmo tempo (daí só maiúsculas e os caracteres de comutação); ASCII tem 7 bits → , já com minúsculas — é esta a vantagem pedida em cat1#319. O 8.º bit de paridade não acrescenta caracteres: só deteta erros (cat1#320). Na quantificação, o mesmo conta os níveis de amplitude do conversor.
Teorema da amostragem (Nyquist)
1- frequência de amostragem do conversor A/D(Hz)
- frequência mais alta presente no sinal(Hz)
- largura de banda do sinal a amostrar (em banda base, )(Hz)
- frequência de Nyquist, limite superior da banda representável(Hz)
- período de amostragem(s)
O mínimo é o dobro — nem uma vez, nem quatro, nem dez vezes (são exactamente estes os distratores de cat1#324). Não cumprir a condição dá *aliasing* (cat1#31): as componentes acima de dobram-se para dentro da banda; é uma distorção determinística, não aleatória nem devida a não linearidades, e evita-se com um filtro passa-baixo anti-aliasing antes do conversor.
Débito binário e velocidade de modulação (bit rate / baud rate)
1- débito binário (bit rate)(bit/s)
- velocidade de modulação (baud rate), símbolos por segundo(Bd)
- número de estados (símbolos) da modulação
- número de bits por símbolo(bit/símbolo)
cat1#28 é aritmética pura: 9600 bit/s ÷ 4800 Bd = 2 bits por símbolo (logo , QPSK). Só quando é que bit rate = baud rate. cat1#25 pede a definição — *bit rate* é o número de bits por segundo; os distratores são a taxa de erros (BER), o número de inversões de fase (que é a velocidade de modulação, em baud) e a informação por bit.
Largura de banda mínima em função do débito
1- largura de banda mínima teórica de Nyquist, em banda base(Hz)
- velocidade de modulação(Bd)
- débito binário(bit/s)
- número de estados da modulação
A forma fundamental é : só com 2 estados () é que se reduz a . Com estados, o mesmo débito cabe em menos banda — é para isso que serve a QPSK. O exame só pede a proporcionalidade: para um dado tipo de comunicação, mais bit rate → mais largura de faixa, nunca menos nem independente (cat1#29); e a largura de faixa não depende «da potência refletida pela antena», o quarto distrator. Na prática exige-se mais do que o mínimo teórico, pela forma real dos impulsos.
Amostragem como multiplicação por um trem de impulsos
1- sinal analógico de entrada(V)
- sinal amostrado (trem de impulsos de amplitude variável, PAM)(V)
- período de amostragem(s)
- frequência de amostragem(Hz)
É a opção certa de cat1#323 posta por palavras: o sinal é multiplicado por um trem de impulsos de amplitude constante, dando um trem de impulsos de amplitude variável proporcional ao sinal. É o modelo ideal (impulsos de Dirac); na prática os impulsos têm largura finita. Multiplicar no tempo é convoluir em frequência, pelo que o espetro fica replicado em torno de todos os múltiplos de — é daí que nasce a exigência de Nyquist.
Passo e potência do ruído de quantificação
1- passo de quantificação (amplitude de um degrau)(V)
- gama de tensão de entrada do conversor (fundo de escala)(V)
- número de bits do conversor(bit)
- potência do ruído de quantificação (valor quadrático médio do erro, normalizado a 1 Ω)(V²)
O que conta no exame não é o valor, é a consequência: esta potência depende só do fundo de escala e do número de bits — não depende da frequência de amostragem — e espalha-se uniformemente por toda a banda de 0 a . Amostrar mais depressa espalha o mesmo ruído por banda mais larga e o filtro digital deita fora o que caiu fora da banda útil (é o raciocínio da explicação de cat1#325).
Relação sinal/ruído de quantificação
1- relação sinal/ruído de quantificação, para uma sinusoide que ocupa todo o fundo de escala(dB)
- número de bits do conversor(bit)
A parcela dB só vale para uma sinusoide de fundo de escala; a forma útil no exame é a regra prática: cada bit adicional melhora a relação sinal/ruído em cerca de 6 dB (está escrito nas explicações de cat1#30 e cat1#322), meio bit ≈ 3 dB. A quantificação é a única das três etapas em que se perde informação de forma irreversível.
Ganho de relação sinal/ruído por sobre-amostragem
1- melhoria da relação sinal/ruído na banda útil(dB)
- fator de sobre-amostragem
- frequência de amostragem usada(Hz)
- frequência máxima do sinal(Hz)
Regra prática: cada duplicação de ganha 3 dB (= meio bit); 4× ganha 6 dB (1 bit); 16× ganha 12 dB (2 bits). Aqui o fator é 10, não 20: comparam-se potências de ruído. A vantagem da sobre-amostragem é aumentar a relação sinal/ruído — não aumenta a potência do sinal, não melhora a relação potência transmitida/recebida e até dá mais dados a tratar (são os três distratores de cat1#325).
As três etapas da conversão analógica/digital
1- Pela ordem correta: 1) amostragem → 2) quantificação → 3) codificação.
- 1. Amostragem — medir o sinal em instantes regularmente espaçados de , respeitando . Fica discreto no tempo, contínuo em amplitude.
- 2. Quantificação — arredondar cada amostra a um de níveis. Única etapa com perda irreversível de informação (erro/ruído de quantificação).
- 3. Codificação — traduzir cada nível numa palavra binária.
- Termos intrusos que denunciam as opções erradas: diferenciação e integração são operações sobre sinais (circuitos RC, amplificadores operacionais) e não pertencem à conversão A/D — as três alternativas erradas de cat1#30 e cat1#322 contêm uma ou outra, pelo que se eliminam todas sem mais contas. A técnica é a *amostragem sequencial*, não «regeneração de harmónicos», «mudança de nível» ou «inversão de fase» (cat1#24, cat1#314).
Comprimento dos códigos digitais
1- No Morse, E = um ponto, T = um traço, 0 = cinco traços; além disso o traço dura 3 vezes o ponto e os espaçamentos entre elementos, letras e palavras têm durações distintas. É por isso o único código de comprimento variável da lista (cat1#280, cujas outras opções são precisamente ASCII, AX25 e Baudot) e exige espaçamentos para delimitar caracteres. RTTY, Morse, PSK31 e packet são todos modos digitais (cat1#308), embora com modulações diferentes.
Bits por símbolo das modulações digitais
1- A primeira letra da sigla diz o parâmetro manipulado: ASK = amplitude (o CW ligar/desligar é o caso extremo), FSK = Frequency Shift Keying*, frequência (RTTY — cat1#21), PSK = *Phase Shift Keying*, fase (PSK31, e a única resposta certa quando se pede «modulação de fase» — cat1#173), QAM = *Quadrature Amplitude Modulation (cat1#306), amplitude e fase em simultâneo, pelo que não é modulação puramente de fase.
Controlo de erros: paridade, CRC e FEC
1- No exame as duas siglas aparecem juntas sob deteção de erros em transmissão de dados (cat1#27, cat1#318) — é essa a opção a marcar, mesmo sabendo que o FEC vai mais longe e corrige. Não são técnicas de modulação, nem de amplificação de RF, nem de adaptação de impedâncias, que são os três distratores. A paridade é cega a um número par de erros no mesmo carácter e não indica qual o bit afetado (cat1#320).
Linhas de transmissão, ROE e adaptação16
Como a energia viaja do emissor à antena: impedância característica, fator de velocidade, atenuação, e o que acontece quando a carga não iguala a linha — reflexão, ROE e os métodos de adaptação. Símbolos uniformes em toda a secção: para a impedância característica da linha, para a carga, para o módulo do coeficiente de reflexão, / para as potências direta e refletida.
Impedância
321- impedância — oposição total à corrente em corrente alternada(Ω)
- tensão aplicada (valor eficaz)(V)
- corrente (valor eficaz)(A)
- resistência (parte que dissipa)(Ω)
- reactâncias indutiva e capacitiva(Ω)
A impedância mede-se em OHM, tal como a resistência — nunca em volt, ampere ou watt (cat3#186). Não é «o inverso da resistência»: isso é a condutância, em siemens, e é distrator em cat2#393. Num RLC série em ressonância as duas reactâncias anulam-se e sobra só R (cat1#91).
Adaptação de impedâncias (máxima transferência de potência)
321- impedância da carga (antena vista pela linha)(Ω)
- impedância interna da fonte / de saída do emissor(Ω)
- impedância característica da linha(Ω)
Quer-se a transferência de potência MÁXIMA e a ROE MÍNIMA (1:1) — «maximizar o coeficiente de onda estacionária» é distrator recorrente em cat1#171. Adaptar não aumenta o ganho do amplificador, só permite aproveitar a potência disponível; e importa também na receção, onde os sinais já são fracos (cat3#136). Saber a impedância do ponto de alimentação da antena serve exatamente para isto (cat1#191).
Atenuação de um cabo em função da frequência
31- atenuação por unidade de comprimento(dB/100 m)
- frequência do sinal transmitido(MHz)
O exame pede só o SENTIDO: a atenuação AUMENTA de forma contínua com a frequência. «Atinge um máximo próximo dos 18 MHz» é o distrator repetido nas três versões da pergunta. Consequência prática: em VHF/UHF usa-se cabo melhor ou mais curto.
Atenuação específica de um troço de linha
2- atenuação total do troço(dB)
- atenuação por unidade de comprimentodB/m (ou dB/100 m)
- comprimento da linha(m)
Os dB somam-se, logo a atenuação é linear com o comprimento — basta dividir. cat2#211: 26 dB / 200 m = 0,13 dB/m (a explicação do ficheiro escreve «6 dB» por lapso; a conta certa é com 26). A energia perdida transforma-se em calor no cabo, não em ROE nem em potência refletida (cat2#206).
Impedância característica da linha
21- impedância característica do cabo (também dita impedância de surto)(Ω)
- indutância e capacidade por unidade de comprimento(H/m, F/m)
- constante dielétrica (permitividade relativa) do isolante(adimensional)
- diâmetro interior da malha exteriormm (qualquer unidade, desde que igual à de d — só conta a razão)
- diâmetro do condutor centralmm (a mesma unidade de D)
O exame nunca pede o cálculo: pede as PROPRIEDADES. Depende apenas da geometria e do dielétrico — NÃO do comprimento nem da frequência — e o valor padrão amador é 50 Ω (cat2#208). O coaxial é uma linha não balanceada (assimétrica): malha à volta do dielétrico, que envolve o condutor central (cat2#210, cat1#209); as linhas de condutores paralelos são balanceadas. «Impedância de surto» é o mesmo que impedância característica, e aparece como distrator em cat1#214.
ROE a partir das impedâncias
2- relação de onda estacionária (SWR/VSWR), escreve-se n:1(adimensional)
- impedância característica da linha(Ω)
- impedância de entrada da antena (carga)(Ω)
Divide-se SEMPRE a maior pela menor: 50 Ω / 25 Ω = 2, ou seja ROE 2:1 (cat2#213); ao contrário daria 0,5 e cair-se-ia em «1,25» ou «2,5», que são as opções erradas. A ROE nunca é inferior a 1 — «VSWR menor que 1» é sempre falso (cat2#229) — e é ela, não a impedância característica nem a constante dielétrica, o parâmetro que descreve um cabo desadaptado (cat2#205, cat2#316).
Coeficiente de reflexão e ROE
2- coeficiente de reflexão (em tensão); é negativo quando , e só o módulo (0 a 1) interessa à ROEadimensional (−1 a 1)
- impedância da carga (antena)(Ω)
- impedância característica da linha(Ω)
- relação de onda estacionária(adimensional)
É o caminho longo para cat2#213: , logo ROE . O sinal de só indica a fase da reflexão; para a ROE usa-se o módulo. é adaptação perfeita, e é essa a definição prática de linha adaptada: potência refletida quase nula (cat2#215).
Potência direta, refletida e absorvida
21- potência da onda direta (incidente), lida no medidor(W)
- potência da onda refletida, lida no medidor(W)
- potência efetivamente absorvida pela carga(W)
- módulo do coeficiente de reflexão(adimensional)
Subtrai-se, não se soma: 100 W diretos e 25 W refletidos → 75 W na carga; SOMAR as leituras (125 W) é o distrator principal de cat1#256. Vale para uma linha sem perdas. A potência refletida não desaparece: regressa ao emissor e aquece o andar de saída (cat2#209). O sintonizador de antena existe justamente para a minimizar (cat2#296), e é por isso que se quer ROE baixa (cat2#231).
ROE a partir das potências direta e refletida
2- potência direta (do emissor para a antena)(W)
- potência refletida (que regressa da antena)(W)
- módulo do coeficiente de reflexão(adimensional)
- relação de onda estacionária(adimensional)
A raiz quadrada é obrigatória: é uma razão de amplitudes e o wattímetro lê potências. Com 25 W refletidos em 100 W diretos: → ROE 3:1. É esta a grandeza que o exame diz poder calcular-se, direta ou indiretamente, com um wattímetro direcional (cat2#417, cat2#241) — e não a relação frente-costas, nem o campo recebido.
Fator de velocidade de uma linha
1- fator de velocidadeadimensional (0 a 1)
- velocidade de propagação do sinal na linha(m/s)
- velocidade da luz no vazio ( m/s)(m/s)
- constante dielétrica relativa do isolante(adimensional)
É a RAZÃO velocidade na linha / velocidade da luz, nunca uma multiplicação (distrator em cat1#208), e nada tem que ver com a impedância característica, a impedância de surto ou a ROE (distratores em cat1#214). Como o sinal viaja mais devagar do que no ar, o comprimento físico é sempre MENOR do que o elétrico (cat1#376).
Comprimento físico de um troço de linha
1- comprimento a cortar no cabo(m)
- fração de comprimento de onda pretendida (¼, ½, …)(adimensional)
- frequência de trabalho — a fórmula 300/f só fecha com f em MHz e em metros(MHz)
- fator de velocidade do cabo(adimensional)
MULTIPLICA-SE pelo VF, uma só vez. λ/4 a 7,2 MHz com VF 0,66: m (cat1#213); a 14,1 MHz m (cat1#212). As duas maneiras de errar estão nas opções: em cat1#213, esquecer o VF dá ~10,4 m e leva ao «10 m»; em cat1#212, aplicar o VF duas vezes dá m e leva ao «2,3 m».
Transformador de quarto de onda
1- impedância característica do troço de λ/4 necessário(Ω)
- impedância que se pretende apresentar à linha(Ω)
- impedância da antena a adaptar(Ω)
O exame não pede a conta, pede o método: transformador, rede em Π e troço de linha de transmissão são todos dispositivos de adaptação em RF, por isso em cat1#387 a resposta é «todas as opções são válidas». A conta serve para perceber o troço: adaptar 100 Ω a 50 Ω exige Ω — na prática cabo de 75 Ω, cortado a λ/4 já com o fator de velocidade aplicado.
Frequência de corte de um guia de ondas
1- frequência de corte do modo fundamental(Hz)
- maior dimensão interior da secção do guia(m)
- velocidade da luz no vazio(m/s)
É a frequência ABAIXO da qual não há propagação — nunca «a máxima», que é o distrator de cat1#205. Como a maior dimensão do guia tem de exceder meio comprimento de onda, só é prático em UHF/SHF, onde substitui o coaxial por ter menos perdas.
ROE, coeficiente de reflexão e potência refletida
21- Regras de bolso: a ROE nunca é menor que 1, por isso «VSWR menor que 1» é sempre um distrator falso; ROE > 1 significa linha desadaptada. Uma ROE moderada perde muito menos potência do que se costuma temer (2:1 reflete só 11 %). Um sintonizador de antena não corrige a desadaptação *na antena*: apenas apresenta 50 Ω ao emissor, minimizando a potência refletida que este vê.
Impedâncias e fatores de velocidade típicos
21- Atalhos: ; elétrico — depois multiplicar pelo VF para obter o comprimento a cortar.
Métodos de adaptação de impedâncias
321- Não adaptam nada: reduzir ou aumentar a potência de saída (cat3#167), nem inserir um circulador. E adaptar não aumenta o ganho do amplificador (cat1#171).
Antenas: dimensões, ganho e potência radiada17
Tudo o que o exame pede sobre antenas parte de duas contas: o comprimento de onda (que fixa as dimensões) e uma soma em decibéis (que fixa o ganho e a potência radiada). Reúnem-se aqui as dimensões de antenas ressonantes, as impedâncias típicas, a eficiência e o ganho, e o cálculo da p.i.r.e. e da p.a.r.
Comprimento de um dipolo de meia onda e de uma vertical de quarto de onda
21- comprimento total do dipolo (os dois braços somados)(m)
- altura do elemento vertical (monopolo / ground plane)(m)
- frequência de ressonância(MHz)
As duas formas exigem em MHz e devolvem metros. O comprimento físico é ≈ 0,95 da meia onda elétrica (efeito das extremidades e espessura do fio), daí 143 em vez de 150 — em exame a diferença raramente separa duas opções. Atalho: o dipolo mede metade do número que dá nome à banda (banda dos 80 m → 40 m). A antena encurta quando a frequência sobe (cat2#195). A vertical λ/4 é só metade do sistema radiante: a outra metade é a imagem no plano de terra.
Impedância do dipolo dobrado
1- impedância no centro de um dipolo de meia onda (≈ 73 Ω)(Ω)
- impedância no ponto de alimentação do dipolo dobrado(Ω)
Quatro vezes, não vinte nem um quinto (cat1#188). É por isso que a linha bifilar normalizada é de 300 Ω e que um balun 4:1 casa o dipolo dobrado a coaxial de 75 Ω. O dipolo dobrado é um fio de um comprimento de onda fechado num «loop» muito fino, com meia onda de envergadura (cat1#395).
Antena fora da ressonância: reactância no ponto de alimentação
1- comprimento físico da antena(m)
- impedância no ponto de alimentação(Ω)
- reactância capacitiva (antena curta)(Ω)
- reactância indutiva (antena longa)(Ω)
Regra de sinal a decorar: curta = capacitiva (compensa-se com bobina de carga em série); longa = indutiva (compensa-se com condensador em série). É exatamente o que faz o condensador da adaptação gama — cancelar a reactância indutiva da rede (cat1#92).
Eficiência (rendimento) de radiação
1- eficiência de radiaçãoadimensional (0 a 1, ou %)
- resistência de radiação(Ω)
- resistência de perdas(Ω)
É sobre a resistência TOTAL, não sobre a de perdas: uma eficiência nunca passa de 1, o que elimina de imediato os distratores e (cat1#195). A resistência total tem só duas parcelas, radiação e perdas (cat1#198). Numa vertical λ/4 a é baixa (≈ 36 Ω), pelo que as perdas no solo pesam muito — melhora-se com um bom sistema de radiais, não encurtando a antena (cat1#200).
Ganho, diretividade e eficiência
1- ganho (já descontadas as perdas)adimensional (linear)
- diretividade: concentração espacial, ignora perdasadimensional (linear)
- eficiência de radiação(adimensional)
Três conceitos que o exame confunde de propósito: diretividade compara a intensidade no máximo com a média em todas as direções; ganho é o mesmo já com as perdas descontadas; eficiência é a razão entre potência radiada e potência entregue (cat1#192). Uma antena com ganho não cria potência — apenas a concentra.
Ganho em decibéis: referências dBi e dBd
321- ganho em valor linear(adimensional)
- ganho referido à antena isotrópica(dBi)
- ganho referido ao dipolo de meia onda(dBd)
Potências convertem-se com o fator 10 (10 log), não 20. O mesmo ganho vale sempre mais 2,15 dB em dBi do que em dBd (cat2#200). A antena isotrópica não existe fisicamente — é só o modelo de referência, radia igualmente em todas as direções e não tem ganho em direção nenhuma (cat2#204, cat1#199).
p.i.r.e. e p.a.r. (potência radiada equivalente)
32- potência de saída do emissor(dBW)
- perdas da linha de transmissão até à antena(dB)
- ganho da antena face à isotrópica(dBi)
- ganho da antena face ao dipolo de meia onda(dBd)
Em dB soma-se, não se multiplica: 10 dBW + 20 dBi = 30 dBW (o distrator «200 dBW» multiplicou; o «30 W» trocou a unidade — 30 dBW são 1000 W). Confirma com cat2#202: 10 dBW + 5 dBd = 15 dBW. O «i» de p.i.r.e. lembra ISOTRÓPICA; a p.a.r. é a do DIPOLO (cat3#67, cat2#403). Depende dos três fatores — potência de saída, perdas do cabo e ganho — e não só do ganho (cat3#69).
Ganho e largura de feixe a 3 dB
21- ganho (ou diretividade) em valor linear, nunca em dB(adimensional)
- largura de feixe a −3 dB no plano E (o plano que contém o campo elétrico, ou seja o eixo do dipolo)(graus)
- largura de feixe a −3 dB no plano H, perpendicular ao anterior(graus)
O 41253 é a esfera completa em graus quadrados (4π sr), pelo que os ângulos entram em graus e G em valor linear; em exame basta o sentido inverso — mais ganho, feixe mais estreito, porque o ganho é concentração e não amplificação (cat1#194, cat2#196). Num diagrama polar, a largura a 3 dB é o ângulo TOTAL entre os dois pontos onde o lóbulo cruza o anel dos −3 dB (cat1#396). Por o diagrama ser tridimensional, representa-se em dois planos, E e H — que só coincidem com o vertical e o horizontal consoante a polarização da antena (cat2#198).
Relação frente/costas
21- potência radiada no máximo do lóbulo principal (0°)(W)
- potência radiada na direção oposta (180°)(W)
Num diagrama polar graduado em dB abaixo do máximo lê-se diretamente: lóbulo traseiro a tocar o anel dos −40 dB → 40 dB de relação frente/costas (cat1#201). Não é o número de diretores face aos refletores nem o ganho face ao dipolo — são os distratores de cat2#203. Uma Yagi típica anda pelos 15 a 25 dB, e é essa rejeição que reduz a interferência de estações ao lado ou atrás (cat1#207).
Reciprocidade da antena (emissão ↔ receção)
1- ganho da antena(dBi)
- impedância no ponto de alimentação(Ω)
- diretividade / diagrama de radiação(adimensional)
Vale para qualquer antena passiva e linear: diagrama, ganho, impedância, polarização e largura de banda são iguais a emitir e a receber. É o que permite medir o diagrama com a antena a receber e usar a área efetiva (uma grandeza de receção) para raciocinar sobre a emissão.
Área efetiva (abertura) de uma antena
1- área efetiva da antena(m²)
- comprimento de onda(m)
- diretividade em valor linear (nunca em dB)(adimensional)
A área efetiva é DIRETAMENTE proporcional à diretividade — o fator é comum a todas as antenas à mesma frequência. Não são «numericamente iguais»: vem em m² e é adimensional (cat1#193). Como é proporcional a , diminui com o quadrado da frequência — é essa a razão física por que a atenuação em espaço livre cresce com a frequência.
Ganho de uma antena parabólica
1- ganho em valor linear(adimensional)
- rendimento de abertura, tipicamente 0,5 a 0,7(adimensional)
- diâmetro do refletor(m)
- comprimento de onda, nas mesmas unidades de d(m)
O ganho varia com o QUADRADO da frequência e do diâmetro: duplicar a frequência multiplica o ganho por 4, ou seja +6 dB — não +3 dB (cat1#189). É também por isso que as parabólicas só são práticas em SHF, onde o prato mede muitos comprimentos de onda (cat1#183): a 10 GHz (λ = 3 cm), um prato de 1 m com η = 0,55 dá ≈ 38 dBi.
Tensão induzida num loop (quadro) de receção pequeno
1- tensão induzida aos terminais do loop(V)
- número de espiras(adimensional)
- área da espira(m²)
- intensidade do campo elétrico incidente(V/m)
- ângulo entre o plano do loop e a direção de chegada da onda(graus)
- comprimento de onda, coerente com a área (m, com A em m²)(m)
e multiplicam-se: aumenta-se a tensão aumentando QUALQUER um deles — a opção que acrescenta espiras reduzindo a área é o distrator (cat1#184). O dá o diagrama em oito, com dois nulos profundos: úteis em radiogoniometria, mas é esse padrão bidirecional que cria a ambiguidade de 180° (cat1#286).
Comprimentos de antena por banda (memória rápida)
21- Regra de bolso: o dipolo mede aproximadamente metade do número que dá nome à banda; a vertical mede metade do dipolo. A coluna do dipolo é a meia onda elétrica (); com o fator prático de 0,95 fica ~5 % mais curta. Em cat1#185, a 3,55 MHz, dá 42,3 m pela conta direta e 40,1 m com o fator — as duas escolhem a mesma opção, 40 m, porque as restantes (12, 25 e 80 m) estão muito longe.
Ganhos típicos e antenas de referência
32- A isotrópica é uma fonte pontual hipotética, sem existência física: serve só de referência. Nenhuma antena cria potência — a Yagi tem ganho porque concentra a radiação, retirando-a das restantes direções; o refletor e os diretores são elementos parasitas (não alimentados) e é a Yagi multi-elementos a mais diretiva das antenas do exame.
Impedâncias típicas de antenas e linhas
1- Dipolo de meia onda alimentado ao centro: ≈ 73 Ω (espaço livre)
- Dipolo dobrado (2 condutores): ≈ 300 Ω (= 4 × 73 ≈ 292)
- Vertical sobre plano de terra: ≈ 36 Ω
- Extremidade de um dipolo (alimentação em ponta): milhares de ohm (corrente mínima, tensão máxima)
- Cabo coaxial normalizado: 50 Ω (equipamento) ou 75 Ω (TV/vídeo)
- Linha bifilar (*twin-lead*): 300 Ω, feita para alimentar dipolos dobrados
- Balun 4:1 adapta os ≈ 300 Ω do dipolo dobrado aos 75 Ω do coaxial; o 1:1 apenas equilibra
- O coaxial é uma linha não balanceada; o dipolo de Hertz é um elemento balanceado. Ligar um ao outro sem balun cria correntes de modo comum na malha, que fazem o cabo radiar e deformam o diagrama.
Carga artificial (antena fictícia)
32- É uma resistência não indutiva de 50 Ω, dimensionada para dissipar em calor a potência do emissor.
- Ligada no lugar da antena apresenta ROE 1:1: o emissor «vê» uma carga perfeitamente adaptada, mas não há emissão significativa de campos eletromagnéticos.
- Serve para afinar o emissor, medir a potência de saída e verificar a modulação sem ocupar a frequência nem interferir — é a melhor forma de reduzir o risco de causar interferências ao testar um emissor.
- O que não faz: não permite emitir mais potência, não protege contra sobretensões da rede e não impede que sejamos interferidos.
Propagação18
Como a onda sai da antena, se espalha e chega (ou não) ao destino: comprimento de onda, atenuação com a distância, horizonte e obstáculos, e o comportamento das camadas da ionosfera que abre e fecha as ligações em HF. As fórmulas de antena propriamente ditas (dipolo, ganho, p.i.r.e./p.a.r.) estão na secção Antenas.
Atenuação em espaço livre: lei do inverso do quadrado
321- densidade de potência à distância d(W/m²)
- potência radiada(W)
- distância à antena(m)
- potência recolhida na antena de receção(W)
Ao duplicar a distância o sinal fica 4 vezes mais fraco (−6 dB), não metade — a atenuação NÃO é linear. Acontece mesmo no vazio: é a energia a espalhar-se por uma esfera maior, não o ar a absorvê-la. Atenção ao rigor: quem cai com o quadrado da distância é a densidade de potência ; a intensidade de campo elétrico cai com (é , e ). Nas perguntas cat2#22 e cat2#330 a opção dada como certa é mesmo «decresce com o quadrado da distância» — na prova responde pela chave, mas sabe que a relação exata para é .
Atenuação em espaço livre (FSPL) em decibéis
1- atenuação de percurso em espaço livre(dB)
- distância entre as duas antenas(m na forma com 4πd/λ; km nas formas com 32,44 e 92,44)
- frequência(MHz com a constante 32,44; GHz com 92,44)
- comprimento de onda(m)
Fator 20, não 10: +6 dB por cada duplicação da distância OU da frequência, +20 dB por década. A potência do emissor não entra — é uma razão entre potências (cat1#241). As constantes 32,44 e 92,44 só valem com em km; misturar unidades é o erro clássico. Exemplo: 100 km a 145 MHz 32,44 + 40 + 43,2 ≈ 116 dB.
Perda por desadaptação de polarização
21- ângulo entre a polarização da onda e a da antena(graus)
- perda por desadaptação(dB)
- potência efetivamente captada(W)
- potência que seria captada com polarizações alinhadas(W)
Valores a fixar: 45° custa 3 dB; 90° (vertical a receber horizontal) é perda praticamente total — «várias dezenas de vezes mais fraca» (cat2#217), 20 a 30 dB no mundo real. Linear a receber circular custa também 3 dB. Em HF via ionosfera a polarização roda e o efeito esbate-se; em VHF/UHF em linha de vista é determinante. O nome do fenómeno (cat1#203) é «desadaptação de polarizações».
Alcance da onda terrestre com a frequência
1- frequência de trabalho(Hz)
- atenuação por perdas no solo(dB/km)
- alcance útil da onda de superfície(km)
Ordens de grandeza: LF/MF centenas de km, HF baixo algumas dezenas, VHF praticamente nada (cat1#220). Usa-se polarização VERTICAL (cat1#270), porque o campo horizontal é praticamente curto-circuitado pelo solo; o mar, bom condutor, atenua muito menos do que solo seco.
Distância ao horizonte rádio
1- distância ao horizonte rádio(km)
- altura da antena acima do solo(m)
- alturas das antenas de emissão e de receção(m)
4,12 e não 3,57: o horizonte rádio é cerca de 15 % maior que o ótico, porque a troposfera encurva a onda (modelo do raio terrestre 4/3). Atenção às unidades: em metros dá em quilómetros. Só a ALTURA das antenas o aumenta (cat1#224) — aumentar a potência não faz a onda contornar a curvatura da Terra.
Raio do primeiro elipsoide de Fresnel
1- raio do primeiro elipsoide no ponto considerado(m)
- distâncias do obstáculo a cada uma das antenas(km)
- comprimento total do percurso(km)
- frequência(GHz)
Regra prática: manter desobstruídos pelo menos 60 % do primeiro elipsoide; o raio é máximo a meio do percurso e cresce quando a frequência baixa. Com o primeiro elipsoide desobstruído, a atenuação é praticamente IGUAL à de espaço livre (cat1#240): o espaço livre é o melhor caso, o mínimo que a distância e a frequência impõem, e não há percurso que atenue muito menos. É por isso que os 60 % se desobstruem para não perder, não para ganhar — e «é muito menor que a atenuação em espaço livre» é o distrator, não a resposta.
Frequência crítica de uma camada ionosférica
1- frequência crítica da camada (foE, foF2, …)(Hz)
- densidade de eletrões livres da camada(eletrões/m³)
A notação é fixa: f + o (onda ordinária) + nome da camada — foE (cat1#222), foF2 (cat1#383); fcE, feE e flE são invenções dos distratores. Como , sobe de dia, no verão e no máximo solar; é por isso que a ionosfera só é blindagem em DETERMINADAS frequências, tipicamente até ≈ 30 MHz (cat1#9).
Frequência máxima utilizável (MUF) — lei da secante
1- frequência máxima utilizável no percurso(MHz)
- frequência crítica da camada refletora(MHz)
- ângulo de incidência na ionosfera, medido à vertical(graus)
MUF não é frequência crítica: quanto mais rasante a incidência (percurso mais longo, ângulo de partida baixo), maior a MUF. Abaixo da MUF a onda é devolvida à Terra (cat1#236); acima, atravessa a ionosfera e perde-se. Depende da geometria, da hora, da estação e da atividade solar — todas as opções são válidas (cat1#392). Nenhuma pergunta de cat2 usa a sigla MUF: aí examina-se só a consequência (VHF/UHF não se refletem na ionosfera — ver a tabela das faixas).
Frequência ótima de trabalho (FOT)
1- frequência ótima de trabalho(MHz)
- frequência máxima utilizável(MHz)
Regra de resposta: escolher, de entre as opções, a banda de amador imediatamente ABAIXO da MUF. MUF = 22 MHz → 21 MHz (cat1#230); MUF = 16 MHz → 14 MHz (cat1#231). O 0,85 é o valor teórico da FOT e pode cair entre bandas — não o uses para descartar a banda mais próxima da MUF. Descer mais só acrescenta absorção na camada D (cat1#232).
Janela de comunicação em HF (LUF–MUF)
1- frequência mínima utilizável (Lowest Usable Frequency)(MHz)
- frequência máxima utilizável(MHz)
- frequência de trabalho escolhida(MHz)
Limite superior imposto pela refração (acima da MUF a onda escapa), limite inferior pela absorção na camada D. LUF = «Lowest Usable Frequency» (cat1#234). Se a LUF subir acima da MUF — perturbação ionosférica súbita — a janela fecha e não há ligação em HF nesse percurso (cat1#235).
Absorção ionosférica (camada D)
1- absorção sofrida pela onda ao atravessar a camada D(dB)
- frequência de trabalho(MHz)
Inverso do QUADRADO: duplicar a frequência reduz a absorção a um quarto. Daí a camada D castigar sobretudo abaixo de 10 MHz durante o dia (cat1#218), a absorção ser MÍNIMA junto à MUF (cat1#384) e as bandas baixas abrirem à noite. Não depende da polarização — é o distrator de cat1#384.
Desvio de Doppler
21- desvio de frequência observado(Hz)
- velocidade radial do satélite em relação à estação(m/s)
- velocidade da luz(m/s)
- frequência de trabalho(Hz)
é proporcional a , logo o Doppler é MAIOR em VHF/UHF do que em HF — os distratores de cat2#407 e cat1#228 afirmam o contrário. A verdadeira razão de se usar VHF/UHF para satélite é a ionosfera ser praticamente transparente a essas frequências.
Atenuação por gases atmosféricos e chuva
1- comprimento de onda(m)
- frequência(Hz)
- diâmetro das gotas de chuva (alguns milímetros)(mm)
O limiar a decorar é 10 GHz (λ = 3 cm, já comparável às gotas) — é a opção certa de cat1#221. Riscas de absorção molecular: vapor de água ≈ 22 GHz, oxigénio ≈ 60 GHz. Abaixo de 1 GHz o efeito é irrelevante.
Perda de percurso numa ligação por reflexão lunar (EME)
1- perda total do percurso Terra–Lua–Terraadimensional (ou dB)
- distância Terra–Lua(km)
- diferença de perda entre duas distâncias(dB)
Fator 40 e não 20: o sinal percorre o trajeto duas vezes. Perigeu ≈ 356 000 km, apogeu ≈ 406 000 km → dB a favor do perigeu (cat1#393). A fase da Lua não entra na conta.
Camadas da ionosfera: altitude e comportamento
21- A ionosfera estende-se de ≈ 60 a ≈ 400 km e é formada por camadas de gases ionizados pela radiação solar. De baixo para cima, a mais próxima da Terra é a D; as três habitualmente consideradas são D, E e F, e a E fica abaixo da F.
- A ionização muda com a hora, a estação e o ciclo solar de 11 anos — daí o desvanecimento e o desaparecimento de uma ligação de uma hora para a outra (cat2#222).
Distâncias por salto, NVIS e zona de silêncio
1- Salto único pela camada E / Es: até ≈ 2000 km
- Salto único pela camada F2: ≈ 3000 a 4000 km
- Ângulo crítico: o maior ângulo de partida que ainda devolve a onda à Terra nas condições ionosféricas do momento; acima dele a onda escapa
- NVIS (*Near Vertical Incidence Skywave*): incidência quase vertical (elevação próxima de 90°), cobertura de algumas centenas de km à volta do emissor; exige frequência abaixo da frequência crítica, na prática ≈ 2 a 10 MHz, com antenas horizontais montadas baixas
- Zona de silêncio (*skip zone*): anel entre o limite da onda terrestre e o regresso do primeiro salto; é aí que atuam o NVIS e a dispersão (*scatter*) em HF — cuja distorção vem justamente de a energia chegar por vários percursos
- Quanto mais longo o percurso, mais rasante a incidência e maior a MUF (lei da secante).
Faixas de frequência e modo de propagação dominante
321- As comunicações a longa distância fazem-se em HF (cat3#112), e é aí que a reflexão ionosférica conta (cat3#113)
- É falso que a onda curta sirva apenas para linha de vista (cat3#118): é precisamente o contrário
- VHF/UHF não fazem DX ionosférico porque, em geral, não se refletem na ionosfera (cat2#267, cat2#268) — e é essa transparência que os torna próprios para satélite (cat1#228)
- Para distâncias curtas usam-se VHF e UHF
Anomalias de propagação e efeitos na receção
21- Dispersão por meteoros: 28 – 148 MHz (topo de HF e VHF baixo)
- VHF de muito longe = quase sempre E esporádica, não reflexão no espaço nem em tempestades
- Ducto troposférico: inversão de temperatura, condição de propagação troposférica pouco comum, típica de VHF/UHF sobre o mar
- Desvanecimento (*fading*): variação no tempo do nível recebido com a potência emitida constante; típico da propagação ionosférica
- Multipercurso: em UHF ( cm) basta deslocar-se uns metros para sair de um nulo — é a razão de um sinal ficar de repente fraco e distorcido
- Sinais de UHF propagam-se melhor no interior de edifícios e em áreas urbanas do que os de VHF: o menor comprimento de onda passa mais facilmente por portas, janelas e outras aberturas e reflete-se dentro dos espaços
Medidas, instrumentos e segurança14
Reúne o que o exame pede sobre instrumentos de medida (osciloscópio, frequencímetro, voltímetro, amperímetro, analisador espectral), sobre decibéis e campos radiados, e sobre segurança — descarga dos condensadores de filtragem, blindagem e exposição da população a campos eletromagnéticos. A notação é uniforme: para tensão, para corrente, para resistência.
Constante de tempo e descarga do condensador (resistência de drenagem)
21- constante de tempo do circuito de descarga(s)
- resistência de drenagem (bleeder)(Ω)
- capacidade do condensador de filtragem(F)
- tensão inicial aos terminais do condensador(V)
- tensão residual ao fim do tempo (V)
A resistência de drenagem existe para descarregar o condensador de filtragem — não é fusível, não protege de f.e.m. induzidas em bobinas nem elimina malhas de terra. Sem ela a alta tensão mantém-se minutos ou horas depois de desligar. Ao fim de resta menos de 1 % (). Compromisso: menor descarrega mais depressa mas dissipa em permanência.
Divisor de tensão e efeito de carga do voltímetro
21- tensão aplicada ao divisor(V)
- tensão real em , sem instrumento ligado(V)
- tensão efetivamente indicada pelo aparelho(V)
- resistências do divisor(Ω)
- impedância de entrada do voltímetro(Ω)
- resistência equivalente de Thévenin vista do ponto de medida (no divisor, )(Ω)
- erro relativo por efeito de carga (×100 para %)
Atenção ao que entra na segunda fórmula: o que o voltímetro divide é a tensão VERDADEIRA do ponto (), não a tensão de entrada , e a resistência que lhe faz frente é a de Thévenin do circuito (), não nem isoladas. O voltímetro liga-se em paralelo e passa a ser mais um ramo, pelo que a leitura é sempre INFERIOR à real, nunca superior. O erro só tende para zero com — daí os 10 MΩ dos multímetros digitais. Com o erro é de 50 %; MΩ medido com 10 MΩ dá ~9 %. A qualidade essencial de um bom voltímetro é a impedância de entrada, não a resolução nem a resposta em frequência.
Erro de inserção do amperímetro
1- erro relativo introduzido pelo aparelho (×100 para %)
- impedância interna do amperímetro(Ω)
- resistência do ramo onde o aparelho é inserido(Ω)
Simétrico exato do voltímetro: o amperímetro liga-se em série, acrescenta resistência ao ramo e faz baixar a corrente que pretende medir. Regra a decorar — voltímetro em paralelo, ; amperímetro em série, .
Erro relativo e partes por milhão (ppm)
21- erro relativo (×100 para %)
- desvio entre o valor lido e o valor verdadeiro(unidade de )
- valor verdadeiro da grandeza(unidade de )
- erro máximo de frequência(Hz)
- frequência lida(Hz)
- precisão do instrumento em partes por milhão(ppm)
Atalho: 1 ppm = 1 Hz de erro por cada MHz, logo em Hz = em MHz × ppm. A ±0,1 ppm, 146,52 MHz dá 146,52 × 0,1 = 14,652 Hz — os distratores são o mesmo algarismo com potências de dez diferentes, por isso conte as casas. Ordens de grandeza: voltímetro analógico alguns %, digital frações de % (sem paralaxe), frequencímetro a cristal na ordem das ppm.
Frequencímetro: contagem de ciclos e resolução
2- frequência do sinal(Hz)
- número de ciclos contados na janela
- duração da janela da base de tempo(s)
- resolução da leitura (incerteza de ±1 na contagem)(Hz)
A exatidão vem toda da base de tempo (oscilador a cristal), não da contagem: janela de 1 s → resolução de 1 Hz; 10 s → 0,1 Hz. É o instrumento mais preciso para medir frequência; osciloscópio e analisador espectral também a medem, mas com menos rigor, e o ondámetro de absorção só identifica a faixa ou uma harmónica.
Diferença de fase no osciloscópio
1- diferença de fase entre os dois sinais(°)
- desvio temporal entre pontos homólogos das duas ondas(s)
- período do sinal(s)
- interseção da elipse com o eixo vertical(div)
- deflexão vertical máxima da figura(div)
- tangências da curva aos bordos horizontais (topo e base), iguais a
- tangências da curva aos bordos verticais (lados), iguais a
O instrumento da medida de fase é o osciloscópio de dois canais — não o wattímetro, o frequencímetro nem o medidor de ROE: só ele mostra os dois sinais no domínio do tempo. → 90°. Em modo XY as figuras chamam-se de Lissajous (não «de Dirac», «de mérito» nem «de Watt»): reta inclinada = 0° ou 180°, circunferência = 90° (só se as amplitudes nos dois canais forem iguais; caso contrário fica uma elipse alinhada com os eixos), e só estabilizam quando a razão entre as duas frequências é uma razão de números inteiros — 3:2 serve, não tem de ser um múltiplo inteiro.
Atenuação necessária à entrada do analisador espectral
1- atenuação a intercalar, num atenuador externo de potência(dB)
- nível à saída do emissor(dBm)
- nível de medição pretendido no misturador do analisador(dBm)
A precaução essencial ao ligar um analisador espectral à saída de um emissor é atenuar o sinal — não basta cabo de dupla blindagem nem adaptar impedâncias. 100 W = +50 dBm; para medir a −10 dBm faltam 60 dB, e o atenuador tem de ser externo e capaz de dissipar os 100 W. Acima do nível óptimo o misturador satura e inventa intermodulação; muito acima (típico +30 dBm = 1 W) destrói-se.
Efetividade de blindagem
1- efetividade (eficácia) da blindagem(dB)
- campo elétrico incidente e transmitido através da blindagem(V/m)
- campo magnético incidente e transmitido(A/m)
- potência incidente e transmitida(W)
É 20 e não 10 porque e são amplitudes; a definição é idêntica para os dois campos, muda só a grandeza na razão. Teste para eliminar distratores: sem blindagem , , logo dB — as formas , e dariam 20 dB, 20 dB e 1 dB, e falham-no. Campo reduzido a 1/10 → 20 dB; a 1/100 → 40 dB.
Densidade de potência e p.i.r.e.
321- densidade de potência à distância (W/m²)
- potência entregue à antena(W)
- ganho da antena na direção considerada (linear, isotrópico)
- distância à antena(m)
- potência isotrópica radiada equivalente(W)
O é a área da esfera por onde uma antena isotrópica espalha a potência — daí a lei do inverso do quadrado. Duplicar a distância divide por 4 (−6 dB): a potência recebida é inversamente proporcional ao QUADRADO da distância, não à distância. Os fatores da exposição da população são exatamente os que aparecem na fórmula (potência, distância, diagrama de radiação, pois depende da direção), mais a frequência, de que dependem os limites: a resposta certa é sempre «todas as anteriores».
Intensidade de campo elétrico radiado
2- intensidade do campo elétrico no campo distante(V/m)
- potência entregue à antena(W)
- ganho isotrópico na direção medida (linear)
- distância à antena(m)
A intensidade de campo elétrico exprime-se em volt por metro (V/m). Armadilha: fisicamente cai com (é a densidade de potência que cai com ), mas a resposta dada como correta em cat2#22 e cat2#330 é «decresce com o quadrado da distância» — responda o que o enunciado oficial espera. É esta grandeza que um medidor de intensidade de campo lê, e por isso essas medidas avaliam a radiação da antena emissora (levantando mesmo o diagrama), não o ganho, nem a altura, nem a sensibilidade do recetor.
Que instrumento mede o quê, e como se liga
21- Regra de ouro: o instrumento nunca deve alterar aquilo que mede — o voltímetro não deve desviar corrente, o amperímetro não deve acrescentar resistência.
- Digital vs. analógico: o digital ganha em precisão (frações de %, sem paralaxe) e em impedância de entrada; o analógico ganha em rapidez a acompanhar variações. Não há afinidade especial do digital com RF nem com circuitos de computador.
- Ensaio de uma junção PN: medir a tensão base-emissor com um voltímetro — cerca de 0,6 a 0,7 V no silício (0,2 a 0,3 V no germânio). Não se mede com ohmímetro «0,6 a 0,7 Ω»: uma junção é não linear e não tem resistência fixa. 6 a 7 V já seria rutura inversa.
- Não é mensurável diretamente: a potência aparente radiada (p.a.r.) — nenhum equipamento a lê de forma direta; calcula-se a partir da potência de saída do emissor, das perdas da linha de transmissão e do ganho da antena.
Blindagem: regra das aberturas e ligação à terra
1- Uma malha ou caixa perfurada só blinda eficazmente se as aberturas forem muito menores do que o comprimento de onda a atenuar — na prática , e preferencialmente . Com : a 435 MHz ( m) a abertura deve ficar abaixo de ~7 cm; a 10 GHz ( cm) já tem de ser milimétrica.
- A blindagem a campos elétricos só é eficiente com um caminho de baixa impedância para a terra — uma blindagem flutuante acopla capacitivamente e pode piorar a situação. Materiais isolantes ou semicondutores não blindam.
- A blindagem a campos magnéticos de baixa frequência exige permeabilidade elevada (mu-metal); para o campo elétrico basta um bom condutor ligado à terra.
- Atua por reflexão e absorção (nunca por «efeito de túnel»); a atenuação por absorção cresce com a espessura atravessada.
- Uma gaiola de Faraday protege de campos eletromagnéticos — não de ondas sonoras nem de sismos.
Exposição da população a campos eletromagnéticos
32- Fatores que determinam a exposição junto de uma estação de amador — contam todos, e a resposta é sempre «todas as anteriores»:
- Potência emitida — e crescem com a potência;
- Frequência — os limites de referência dependem dela;
- Distância às antenas — (duplicar a distância reduz a densidade de potência a um quarto);
- Diagrama de radiação das antenas — o ganho depende da direção; o lóbulo principal expõe muito mais do que as costas ou o que está por baixo.
- Na prática juntam-se ainda o ciclo de funcionamento (relação emissão/receção) e o modo de emissão.
- Regulamentação: é obrigatória a sinalização das estações individuais de amador no âmbito da proteção da população a campos eletromagnéticos (Decreto-Lei n.º 53/2009, art.º 13.º) — em todas as faixas, não só em HF nem só acima de 1 GHz. Já à pergunta «é obrigatória a identificação das estações individuais de amador?» a resposta dada como correta nas provas é não — é o par de perguntas quase idênticas em que se trocam as respostas.
Segurança elétrica na estação
321- Fusível: serve para interromper a energia em caso de sobrecarga — não garante que a energia chegue, não evita interferências na TV nem previne choques.
- Resistência de drenagem: descarrega o condensador de filtragem depois de desligar a fonte (; menos de 1 % ao fim de ). Sem ela a alta tensão persiste minutos ou horas.
- Bateria de chumbo-ácido: liberta hidrogénio explosivo ao ser carregada — carregar em local ventilado.
- Trovoada: desligar os cabos de antena e afastá-los dos equipamentos, retirar as fichas das tomadas e não operar a estação — todas as precauções, em conjunto.
- Mãos molhadas aumentam o risco de eletrocussão; condutores «à vista» num ferro de soldar dão origem a choque elétrico e curto-circuito.
- Bancadas com disjuntores dedicados, verificação de polaridades em baterias e superfícies isolantes são cuidados relevantes; usar máscara no nariz e na boca não é uma medida de segurança elétrica.